Ata do Fomc revela dificuldades para avaliar efeitos do furacão Katrina

Expressões para indicar incerteza e dúvida surgem com freqüencia na ata

Divulgada nesta terça-feira (11/10), a ata do Federal Open Market Committee (Fomc), equivalente americano ao Comitê de Política Monetária (Copom) brasileiro, registra em diversos pontos a admissão de que é difícil avaliar o impacto do furacão Katrina sobre a economia dos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, o Fomc afirma que adotou nova elevação de 0,25 ponto percentual dos juros básicos em setembro para não desorientar o mercado (clique aqui para ler a ata na íntegra). Em 20 de setembro, o comitê aprovou a 11ª elevação consecutiva dos juros, todas de 0,25 ponto, para 3,75% ao ano.

Expressões para indicar incerteza e dúvida surgem com freqüencia na ata. Um exemplo: “Os participantes da reunião reconheceram que o furacão Katrina teria efeitos significativos na economia dos Estados Unidos, mas a extensão e duração desses efeitos seria incerta”.

Em certo momento, os membros do Fomc se confessam intrigados: “Os participantes notaram que, mesmo antes do furacão, os investimentos fixos das empresas vinham sendo de algum modo mais fracos do que o esperado. Essa moderação foi de certa forma enigmática, pois as vendas estavam crescendo, os balanços pareciam bem robustos, a rentabilidade estava em alta e financiamentos eram disponíveis e relativamente baratos para a maior parte das empresas”.

Em um tópico, porém, os membros do Fomc demonstram alguma segurança. Os riscos de alta da inflação “aparentemente” cresceram, diz a ata, e novas altas de juros provavelmente serão necessárias.