Mortes em escola; caos no Egito…

Tiroteio em escola

Um homem abriu fogo em uma sala da escola primária de San Bernardino, no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Uma professora da escola morreu e dois alunos estão hospitalizados. O atirador se matou em seguida. Sua identidade ainda não foi revelada, mas a polícia acredita que ele conhecia a professora que morreu. A 96 quilômetros de Los Angeles, San Bernardino já havia sido palco de outra tragédia do tipo em 2015, quando três atiradores invadiram um centro para pessoas com deficiência e deixaram 14 mortos e 17 feridos.

Sem Putin

O Kremlin anunciou que o presidente russo, Vladimir Putin, não se encontrará com o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, na visita do oficial a Moscou nesta terça-feira. Embora já tenha se encontrado com Putin quando era presidente da petroleira Exxon Mobil, Tillerson só deve se reunir com seu análogo russo, o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov. No domingo, Tillerson disse esperar conversas “construtivas” que levem à “estabilidade” na Síria.

Nova intervenção na Síria?

A Casa Branca afirmou que não descarta a possibilidade de que os Estados Unidos façam nova operação militar na Síria caso o governo do ditador Bashar al-Assad volte a usar armas químicas ou bombas de barril contra civis. “Se você atirar gás contra um bebê ou jogar bombas de barril contra pessoas inocentes… verá uma resposta deste presidente”, disse o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer. Um caça americano disparou 59 mísseis em uma base militar síria na última quinta-feira em retaliação à morte de mais de 70 civis num ataque com armas químicas que Assad é acusado de ter ordenado.

Egito: polícia contra-ataca

Forças de segurança do Egito mataram sete islâmicos nesta segunda-feira após ataques contra duas igrejas coptas — igreja cristã egípcia — que deixaram pelo menos 44 mortos no fim de semana. Segundo o Ministério do Interior do Egito, os mortos pela polícia foram encontrados planejando um novo atentado. O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, anunciou na noite de domingo que o país ficará em estado de emergência por três meses. O Vaticano afirmou que o papa Francisco visitará os cristãos egípcios no Cairo nos dias 28 e 29 de abril, apesar das preocupações de segurança.

Maduro pró-eleições?

O presidente Nicolás Maduro pediu às autoridades eleitorais que organizem eleições regionais para governadores. O chamado às eleições deveria ter acontecido no ano passado. Se referindo à oposição, Maduro disse estar “ansioso” para os pleitos, “para dar uma pausa a essa gente”. O presidente da Assembleia Nacional, Julio Borges, disse que para acreditar na credibilidade destas eleições não pode haver nem candidatos inabilitados de concorrer nem presos políticos. As eleições — regionais e para presidente — são exigências da oposição, que liderou novos protestos em diversas cidades da Venezuela nesta segunda-feira.

Multiculturalismo: arma islâmica

Para a candidata de extrema direita à Presidência francesa, Marine Le Pen, o multiculturalismo é “uma arma dos fundamentalistas islâmicos” cujo uso é “autorizado por idiotas sob o pretexto da tolerância”. Em evento de campanha em Paris, Le Pen afirmou ainda que quer melhorar as relações francesas com Rússia e Egito, países que, em sua visão, lutam contra o terrorismo islâmico. Ela também prometeu aumentar o orçamento militar francês para 2% do PIB — como exigem os Estados Unidos, que alegam que os aliados europeus estão gastando pouco com defesa.

Malala na ONU

Após ser a mais jovem vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2014, Malala Yousafzai, de 19 anos, recebeu da Organização das Nações Unidas o título de Mensageira da Paz nesta segunda-feira, por seu ativismo para promover a educação de meninas. Esse é o mais alto título oferecido pela ONU e foi entregue a Malala pelo secretário-geral da instituição, Antonio Guterres. Em 2012, a jovem paquistanesa foi baleada por um membro da organização terrorista Talibã por fazer campanha contra a proibição de que meninas frequentassem a escola.

Tesla no topo

A montadora de carros elétricos Tesla superou brevemente a rival General Motors em valor de mercado nesta segunda-feira, tornando-se por alguns minutos a montadora mais valiosa dos Estados Unidos. As ações da Tesla subiram 3,7% pela manhã, chegando a 51 bilhões de dólares, cerca de 100 milhões de dólares a mais do que o valor da General Motors, mas no fim do dia voltaram ao patamar de 49 bilhões. Na semana passada, a Tesla já havia desbancado a Ford em valor de mercado. Apesar das altas, questionam-se os resultados da Tesla, uma vez que a empresa do presidente Elon Musk deve perder 950 milhões de dólares neste ano, enquanto a GM pretende lucrar 9 bilhões, e a Ford, 6 bilhões.