Montadoras pedem investimento dos EUA em biocombustíveis

GM, Ford e Chrysler querem ajuda para reduzir emissões e tentam evitar lei que pode aumentar padrão de eficiência de combustível

As três grandes montadoras de Detroit se uniram para combater a elevação dos padrões de economia de combustível nos EUA e pedir mais investimento do governo em biocombustíveis. Os presidentes de General Motors, Ford e Chrysler se encontraram na quarta-feira (6/6) com parlamentares americanos em Washington para discutir o assunto, já que na próxima semana o Senado discutirá um projeto de lei que exigirá que as empresas construam carros e caminhões aptos a percorrer 35 milhas por galão (quase 15 quilômetros por litro) até 2020. O padrão atual é de 25 milhas por galão (pouco mais de 10 quilômetros por litro).

De acordo com o americano The Wall Street Journal, as montadoras de Detroit e a japonesa Toyota afirmam que um aumento tão drástico gerará custos e poderá forçar as companhias a produzirem carros que os americanos não comprarão. Estimativa feita pelo governo federal define em 85 bilhões de dólares a despesa que terá de ser desembolsada pelas três grandes de Detroit se houver uma elevação anual de 4% nos padrões.

Durante reuniões privadas realizadas ontem em Washington com parlamentares americanos, Rick Wagoner, da GM, Alan Mulally, da Ford, e Tom LaSorda, da Chrysler, declararam a líderes do Congresso que uma frota capaz de fazer 35 milhas por galão não é eficiente em termos de custos nem tecnologicamente possível. Em conjunto, os três pediram metas menores e investimento do governo em biocombustíveis e baterias para híbridos.

Wagoner usou como exemplo o Japão, que na semana passada anunciou um gasto de 1,7 bilhão de dólares para desenvolver os carros e combustíveis da próxima geração, capazes de reduzir emissões de dióxido de carbono – apontado como o principal causador do aquecimento global. “Ficaríamos agradecidos se o Congresso e o governo liderassem esse esforço, da mesma maneira que vem acontecendo em outros países”, afirmou Wagoner.