Berlim é tomada por protestos contra o racismo e a xenofobia

Ao menos 150.000 manifestantes participaram do protesto, anunciou o coletivo #unteilbar ("indivisível")

Milhares de pessoas se manifestaram neste sábado (13) no centro de Berlim contra o ódio e o racismo, depois das recentes demonstrações de xenofobia no leste da Alemanha que abalaram o país.

Ao menos 150.000 manifestantes participaram do protesto, anunciou o coletivo #unteilbar (“indivisível”), que anunciou esperar o comparecimento de 40.000 participantes.

“Já é um sucesso”, celebrou sua porta-voz, Theresa Hartmann.

A polícia de Berlim, por sua vez, não deu as suas cifras oficiais.

“Digo forte, digo claramente, todos somos indivisíveis!”, diziam os participantes que marcharam sob o sol e temperaturas de verão no centro da capital, antes de chegarem à famosa Porta de Brandeburgo.

“Não há lugar para os nazistas”, “O resgate no mar não é um crime”, “Mais amor, menos ódio”, podia-se ler nos cartazes.

O coletivo #unteilbar, formado por várias ONGs, artistas e particulares, já reuniu, uma semana antes, milhares de pessoas nas ruas de Hamburgo e Munique.

Também estiveram presentes sindicatos e organizações religiosas, de caridade, ou representantes políticos de esquerda.

Sob o lema “Por uma sociedade livre e aberta; contra a exclusão, solidariedade!”, os manifestantes protestaram particularmente contra o racismo dirigido pela extrema direita, que chegou há um ano à Câmara dos Deputados.

O partido anti-imigração Alternativa para Alemanha (AfD) construiu seu sucesso alimentando o medo dos alemães após a chegada de um milhão de refugiados entre 2015 e 2016 ao país.

No fim de agosto, uma manifestação de simpatizantes da extrema direita acabou se convertendo em uma “caça” aos estrangeiros nas ruas da cidade de Chemnitz (leste).