Ministro de Fazenda francês é investigado por “abuso de fraqueza”

Gerald Darmanin é acusado de explorar a ignorância ou a vulnerabilidade física ou psicológica de uma mulher entre 2015 e 2016

Paris – A Promotoria francesa abriu uma investigação contra o ministro francês de Fazenda, Gerald Darmanin, por um suposto crime de “abuso de situação de fraqueza” depois que uma mulher o denunciou por esse motivo, confirmaram nesta quarta-feira à Agência Efe fontes judiciais.

As fontes precisaram que a investigação contra Darmanin, que na semana passada já foi denunciado por violação, foi aberta depois que na terça-feira uma mulher apresentou uma denúncia contra ele por suposto “abuso de fraqueza”, crime classificado no Código Penal francês e castigado com até três anos de prisão e 375 mil euros de multa.

O código penal francês contempla o crime de “abuso de situação de fraqueza” quando é explorada a ignorância ou a vulnerabilidade física ou psicológica de uma pessoa.

A denunciante, que foi interrogada pelos investigadores, sustenta que o crime foi cometido entre 2015 e 2016.

Segundo o site do jornal “Le Point”, trata-se de uma moradora de Tourcoing, cidade do oeste da França da qual Darmanin foi prefeito até sua chegada ao Governo de Emmanuel Macron.

A denunciante contou aos investigadores que tinha se aproximado de Darmanin para solicitar um imóvel social que lhe permitisse deixar o insalubre alojamento que ocupava.

Nesse momento, sempre segundo o “Le Point”, o agora ministro fez propostas sexuais à mulher, o que motivou a denúncia.

Darmanin será interrogado nos próximos dias por esta segunda denúncia.

O ministro de Fazenda está em uma situação delicada e já compareceu perante os investigadores na segunda-feira no marco da denúncia por violação apresentada por uma mulher no começo do ano por fatos que datam de 2009.

A denunciante, uma ex-prostituta de luxo militante do partido conservador UMP, o mesmo no qual Darmanin começava então sua carreira política, sustenta que o agora ministro a violou após ter aceitado interceder a seu favor perante o Ministério de Justiça para apagar seus antecedentes penais.

O titular de Fazenda, um dos membros da direita integrados no Governo de Macron, nega essa acusação e apresentou uma demanda por calúnia.

Além disso, de Darmanin, o ministro de Ecologia, Nicolas Hulot, também esteve atualmente nos holofotes, depois que foi revelado que uma neta do ex-presidente François Mitterrand o denunciou em 2008 por abuso supostamente cometido em 1997.

A denúncia foi arquivada porque o crime tinha prescrito e, segundo Hulot, porque as investigações não determinaram que tenha sido cometido crime.

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