Ministério da Defesa desmente morte de soldados russos

O Ministério da Defesa da Rússia desmentiu informações sobre a morte de três soldados do país que combatiam o Estado Islâmico na Síria

Moscou – O Ministério da Defesa da Rússia desmentiu nesta terça-feira, de forma categórica, as informações sobre a morte de três soldados do país que combatiam o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) ao lado do Exército da Síria.

“Não ocorreu nenhuma baixa nas Forças Armadas da Rússia na Síria”, disse um porta-voz militar à imprensa local.

Na mesma linha, o porta-voz da embaixada russa em Damasco, Asiat Turuchnev, negou a morte dos soldados e lembrou que “militares russos não participam de operações terrestres em território sírio”.

Anteriormente, fontes diplomáticas russas na Síria classificaram as notícias sobre o fato de “desinformação, especialmente quando a fonte é o Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres, e que se baseia em certas ‘fontes próprias'”.

O diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos, Rami Abdul Rahman, admitiu hoje à Efe que a entidade ainda não conseguiu verificar se os russos mortos eram soldados ou não.

“Mas temos certeza de que eram combatentes russos, não necessariamente soldados, que lutavam ao lado dos soldados sírios”, acrescentou Rahman.

Fontes militares sírias informaram que três russos morreram e vários ficaram feridos quando um projétil atingiu a posição na qual estavam na província de Latakia.

Veteranos russos da guerra separatista no leste da Ucrânia informaram recentemente à Efe sobre a morte de oito combatentes de origem russa no país árabe.

“Lá estão muitos voluntários russos combatendo ao lado do Exército sírio. Um amigo meu, Maxim Trifonov, morreu há pouco tempo junto com outros sete voluntários. Seu carro passou por uma mina terrestre”, afirmou Tanai Choljanov, um ex-militar russo, em entrevista feita pela internet desde a cidade de Donestk, principal reduto dos separatistas no leste da Ucrânia.

Os diferentes grupos que administram esses pedidos exigem experiência em combate, boa forma física, patriotismo e um contrato de seis meses. Em troca, oferecem um salário digno, equipamentos e treinamento militar.

A Rússia, que iniciou no final de setembro uma campanha aérea contra o EI na Síria, descartou uma possível operação terrestre e desmentiu categoricamente a presença de militares do país em ações conjuntas com o Exército do presidente Bashar al Assad.