Militares e milicianos se acusam de violar trégua na Ucrânia

Apesar das acusações, o número dois das milícias de Donetsk ressaltou que a situação na zona do conflito "se mantém estável"

Kiev – Os militares ucranianos e os separatistas pró-Rússia se acusaram mutuamente nesta quinta-feira de descumprir o regime de cessar-fogo na zona do conflito no leste da Ucrânia.

“Nas últimas vinte e quatro horas as posições das forças ucranianas foram atacadas em 40 ocasiões”, disse Anatoli Stelmaj, porta-voz do contingente militar ucraniano desdobrado nas regiões de Donetsk e Lugansk, que são controladas parcialmente pelos separatistas.

O “ponto mais complicado” é a área de batalha em frente à cidade de Donetsk, o principal bastião dos rebeldes, onde os separatistas atacaram com diversos tipos de armas as localidades de Avdeyevka, Opytnoye e Peski, segundo o militar.

“Na zona de Mariupiol (no sul da região de Donetsk), a cidade de Shirokino foi submetida a fogo de morteiros e por volta da meia-noite aconteceu uma tentativa de ataque, repelido pelas tropas ucranianas”, acrescentou.

Segundo Stelmaj, em 17 ataques os separatistas empregaram artilharia, morteiros e lança-granadas e, nos 23 restantes, armas leves.

Por outro lado, o subchefe das milícias da autoproclamada república popular de Donetsk, Eduard Basurin, declarou que entre ontem e hoje foram registrados 25 ataques das forças ucranianas, quatro deles com uso de artilharia.

Basurin, da mesma forma que o porta-voz militar ucraniano, disse que a maioria das violações ao cessar-fogo ocorreram nos arredores da cidade de Donetsk.

Apesar disso, o número dois das milícias de Donetsk ressaltou que a situação na zona do conflito “se mantém estável”.