Mais de um terço da população mundial está em quarentena pelo coronavírus

Estados Unidos e Japão batem recorde de novos casos, enquanto a África continua relativamente protegida

O mundo amanheceu nesta quinta-feira, 26, com uma notícia impactante: mais de um terço da população do planeta está em quarentena ou enfrenta medidas restritivas de deslocamento por causa do avanço do novo coronavírus.

Em números absolutos, isso significa que 2,5 bilhões de pessoas estão em algum tipo de isolamento — boa parte na China, país onde surgiu a doença, e na Índia, onde o país inteiro (1,3 bilhão de pessoas) está confinado.

Mais de 492.000 pessoas, em todos os continentes, estão infectadas com o novo coronavírus e 22.000 morreram. As informações são da Universidade John Hopkins, dos Estados Unidos, que vêm monitorando em tempo real o número de casos no mundo.

Nas últimas 24 horas, vários países bateram o recorde de casos registrados. Fazem parte dessa lista os Estados Unidos, Japão, Cingapura, Nova Zelândia, Malásia e Rússia. Nesta quarta-feira, 25, a Nova Zelândia entrou em alerta total, com 73 novos infectados e cinco casos suspeitos.

A propagação da doença também está assustando o Japão, com 98 novos infectados — 1.300 pessoas contraíram o vírus no país.

A Itália praticamente empatou com a China no número de casos confirmados. Já são mais 74.300. Na China, onde o pico da doença já passou, quase 82.000 pessoas contraíram o vírus.

A codiv-19 vem se propagando rapidamente nos Estados Unidos, o terceiro país mais afetado pela doença, com quase 70.000 infectados e 380 óbitos.

A boa notícia é que países que vivem conflitos armados, como a Líbia e a Somália, até agora têm poucos casos confirmados. Na Líbia, é só um — pelo menos oficialmente. A Somália declarou ter dois pacientes infectados e a República Centro-Africana, um dos países mais pobres e turbulentos do mundo, informou ter três pessoas contaminadas.

Não à toa, todos esses países ficam na África, que é até agora o continente menos afetado pela doença. A maioria dos países africanos impôs medidas significativas para conter a doença, com quarentena de 21 dias, na África do Sul, e proibição de voos internacionais na Nigéria.

O Marrocos fechou tudo, desde escolas e restaurantes até mesquitas, empresas e lojas. A quarentena total é a esperança de sair da crise sem tantos arranhões.