Mais da metade dos espanhóis quer antecipação de eleição nacional

O mandato de Mariano Rajoy termina em 2020, mas 55% dos entrevistados de uma pesquisa disseram querer uma votação antes disso

Madri – Mais da metade dos espanhóis é a favor de uma antecipação da eleição nacional, revelou uma pesquisa nesta segunda-feira, já que o apoio ao governo de minoria, envolvido na pior crise política do país em décadas, está recuando.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, impôs um controle direto sobre a região da Catalunha depois que esta realizou um referendo de independência em 1ª de outubro que os tribunais do país consideraram ilegal.

O mandato do governo de minoria liderado por seu Partido Popular (PP) termina em 2020, mas 55 por cento dos entrevistados na sondagem divulgada nesta segunda-feira disseram querer uma votação antes disso.

A cifra de uma pesquisa equivalente de outubro foi de 49 por cento.

A pesquisa foi realizada pelo instituto Metroscopia para o jornal El País entre 6 e 8 de novembro, enquanto o ex-presidente catalão Carles Puigdemont -cujo governo foi destituído por Rajoy- levava adiante sua campanha pela separação da região em seu exílio voluntário na Bélgica.

As autoridades de Madri convocaram uma eleição para a Catalunha a ser realizada em 21 de dezembro.

Rajoy conquistou um segundo mandato em outubro de 2016, quando o PP obteve a maioria dos votos, mas não conseguiu uma maioria parlamentar.

A fraqueza do PP no Parlamento tornou difícil para o governo aprovar leis, inclusive o Orçamento de 2018.

O apoio à sigla, se as eleições ocorressem hoje, seria de 26,1 por cento. Em julho era de 26,9 por cento.

O endosso ao Ciudadanos, partido pró-Espanha originário da Catalunha, saltou de 18,5 para 22,7 por cento, o que o deixa em segundo lugar ao lado do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

A pesquisa refletiu um levantamento oficial realizado no início de outubro que mostrou que o apoio ao partido Ciudadanos cresceu durante a crise catalã, que se tornou o segundo maior tema de preocupação, só atrás do desemprego.

O Podemos, partido de esquerda que apoia um referendo de independência catalã negociado, viu as intenções de voto caírem dos 18,7 por cento anteriores para 14,7 por cento, como revelou a sondagem da Metroscopia.