Maduro elogia fala de que a Venezuela não é ameaça aos EUA

Ben Rhodes disse hoje que os "EUA não acreditam que a Venezuela represente uma ameaça" à segurança nacional do país

Caracas – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, elogiou as declarações dadas nesta terça-feira por assessores do líder americano, Barack Obama, ao afirmarem que o país caribenho não representa uma ameaça aos Estados Unidos.

“Eu saúdo essas afirmações que foram dadas por dois assessores do presidente Obama. Foram declarações muito interessantes. Claro que estamos interessados na amizade e no respeito”, disse Maduro durante o programa oficial de rádio e televisão do governo venezuelano.

O presidente se referiu assim às declarações do assessor adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca, Benjamin Rhodes, e do principal assessor de Obama para a América Latina, Ricardo Zúñiga, que falaram sobre a ordem executiva assinada pelo presidente americano para aplicar sanções contra altos funcionários venezuelanos.

Rhodes disse hoje que os “EUA não acreditam que a Venezuela represente uma ameaça” à segurança nacional do país e destacou que o uso do termo “ameaça” faz parte da linguagem estabelecida para formular esse tipo de punição à políticos que são considerados responsáveis por violações aos direitos humanos.

Os dois assessores afirmaram que a situação na Venezuela e as tensões entre Washington e Caracas serão um dos principais assuntos da VII Cúpula das Américas, que acontecerá na próxima sexta-feira e sábado, no Panamá.

Zúñiga ressaltou que há “uma clara preocupação” em toda a região por causa da crise venezuelana. Além disso, afirmou que os EUA apoiam os esforços de órgãos como a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) para fomentar o diálogo interno no país.

Após dar detalhes a Maduro sobre a declaração dos assessores de Obama, a ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, chamou a confusão sobre a terminologia usada na ordem executiva de “uma grande irresponsabilidade”.

“Vemos nas palavras dele (Rhodes) um reconhecimento à falta de legitimidade e eficácia jurídica dessa medida. Já que a Venezuela não é uma ameaça, eles têm que revogar de imediato essa ordem executiva”, exigiu a chefe da diplomacia venezuelana.