Maduro dirige ônibus com beneficiados de casas populares

Maduro, de 50 anos, foi durante muitos anos motorista de ônibus do sistema do transporte público estatal de Caracas

Caracas – O presidente encarregado da Venezuela, Nicolás Maduro, um antigo chofer do transporte público, exibiu nesta quinta-feira suas habilidades de motorista e levou em um ônibus os proprietários de casas construídas pelo governo.

“Eu mesmo vou levá-los”, disse em um ato televisionado em uma cidade do litoral próxima a Caracas, após o qual algumas dezenas de pessoas subiram ao veículo que Maduro conduziu até um conjunto de casas recé-inauguradas.

Maduro, de 50 anos, foi durante muitos anos motorista de ônibus do sistema do transporte público estatal de Caracas, fundando um sindicato dos trabalhadores da área na década de 1990, antes de assumir uma década depois diversos cargos no Legislativo e depois no executivo do presidente Hugo Chávez.

“Este ônibus tem um motorista, que é Chávez, e tem um rumo: o socialismo”, exclamou Maduro ao revelar a seus passageiros de ocasião que o complexo de casas foi batizado com o nome do governante morto em 5 de março.

Vários agentes da segurança correram ao lado do ônibus que o líder interino e candidato presidencial nas eleições do próximo mês conduziu na cidade de Playa Grande, no estado Vargas, vizinho a Caracas.

Os ônibus dos anos 1990 “eram bons, eram europeus (…), esses são chineses, muito modernos, com uns botõezinhos que eu não sei o que significam”, admitiu, embora tenha levado seus passageiros sem problemas.

O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) anunciou na véspera que, em homenagem ao histórico de trabalhador de Maduro, sorteará um ônibus para financiar sua campanha nas eleições presidenciais que em 14 de abril próximo decidirão quem culminará em 2019 o mandato de Chávez.

“Nosso candidato, o motorista Maduro, vai rifar em seu sorteio pela vitória um microônibus zero quilômetro”, anunciou Jacqueline Farías, do comando de campanha presidencial, também batizado com o nome de Hugo Chávez, cuja morte levou à convocação as novas eleições. EFE