Maduro admite que será “difícil” embalsamar Chávez

O presidente interino afirmou que para cumprir a promessa feita durante o funeral do líder, os preparativos "deveriam ter começado muito antes"

Caracas – O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, admitiu nesta quarta-feira que será “bastante difícil” embalsamar o corpo de Hugo Chávez, como o governo havia anunciado após a morte do líder venezuelano, no dia 5 de março passado, porque os procedimentos necessários deveriam ter começado “muito antes”.

“Recebemos cientistas do mais alto nível, os melhores do mundo, de Rússia e Alemanha (…) e as notícias e opiniões nos dizem que será bastante difícil porque os preparativos deveriam ter começado muito antes”, disse Maduro durante um ato transmitido pela TV estatal.

“Tenho a responsabilidade máxima de informar estes passos para que todo mundo saiba que há dificuldades para que façamos o mesmo que se fez com Lenin, Ho Chi Minh e Mao Tse Tung”, destacou Maduro sobre o corpo de Chávez, morto por um câncer no dia 5 de março passado.

No dia 7 de março, em meio ao clamor popular, Maduro anunciou que Chávez seria embalsamado para ser visto “para sempre” pelos venezuelanos.


“Realmente esta proposta que se fez foi produto do amor e das conversas que tivemos com alguns dos presidentes que vieram (à Venezuela), que nos disseram para fazer isto”, revelou Maduro, admitindo que a impossibilidade de embalsamar Chávez causará “muita tristeza” a seus seguidores.

O corpo de Chávez, que ficará na câmara-ardente da Academia Militar até a madrugada da próxima sexta-feira, será levado no mesmo dia para o Quartel de la Montaña, no oeste de Caracas.

Os restos mortais de Chávez já foram vistos por milhares de pessoas.

O Parlamento debaterá a partir de terça-feira uma emenda constitucional para permitir que Chávez descanse no Panteão Nacional, junto ao libertador Simón Bolívar.

Segundo a Constituição, são necessários 25 anos após o falecimento para se trasladar um herói ao Panteão Nacional.