Luta entre facções brasileiras causou ataque no norte do Paraguai

Segundo autoridades locais, homens armados incendiaram casas e uma concessionária de veículos na cidade de Ypejhú, no norte do Paraguai

Assunção – As autoridades paraguaias atribuíram a uma “luta entre facções criminosas”, a “maioria do Brasil”, como a causa do ataque perpetrado por homens armados que incendiaram casas e uma concessionária de veículos na cidade de Ypejhú, no norte do Paraguai.

Segundo os dados preliminares divulgados nesta quarta-feira pelo vice-ministro do Interior, Hugo Sosa, o ataque foi cometido por um “grupo de homens fortemente armados” que “vieram do lado brasileiro em cinco veículos” e depois cruzaram a fronteira de volta.

Os agressores atuaram “encapuzados”, com “muita agressividade” e “se expressavam em português”, explicou Sosa, que indicou que “a primeira hipótese com a qual estamos trabalhando é a de que se trata de uma luta entre facções criminosas, a maioria do Brasil”.

Nesse sentido, o subcomandante da Polícia Nacional, Eladio Sanabria, indicou que “não levantamos o nome de nenhum grupo criminoso”, mas o ataque é “claramente” obra de uma facção de “fronteira”.

Sanabria detalhou que no interior de uma das casas atacadas havia “duas mulheres e um menor” e que os agressores “perguntavam constantemente” pelo irmão de uma delas, que responde pelo nome de Diego Peralta Alderete, contra quem há uma ordem de captura internacional solicitada pelo Brasil, “relacionada com um fato de homicídio”.

O subcomandante acrescentou que a investigação tenta apurar se as duas casas e a concessionária atacadas, no interior da qual foram incendiados vários veículos, pertencem a essa família.

Por sua vez, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, afirmou que os fatos foram realizados pelo “crime organizado” e especificou que se trata de “uma batalha de narcotraficantes”.

As autoridades informaram que os agressores utilizaram “armas longas” e explodiram “algum bomba”, dadas as evidências encontradas no local, e que o ataque durou entre “cinco e dez minutos”. EFE