Londres quer conseguir solução diplomática para caso Assange

O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, deve viajar no dia 16 a Londres para encontrar Assange e o chanceler britânico

Londres – O governo britânico espera chegar com o Equador a uma “solução diplomática” ao caso de Julian Assange, que está há quase um ano refugiado na embaixada equatoriana em Londres, informou nesta terça-feira um porta-voz das Relações Exteriores.

O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, deve viajar no dia 16 a Londres para visitar o fundador do Wikileaks na legação diplomática e encontrar no dia seguinte o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague.

Assange se refugiou na embaixada em 19 de junho de 2012 depois que a Suprema Corte, máxima instância judicial britânica, autorizou sua extradição para a Suécia, onde é requerido pela justiça em relação aos supostos crimes sexuais que ele nega.

O Equador já concedeu ao ativista australiano o asilo político, mas até agora Londres não lhe deu um salvo-conduto para que possa sair do edifício diplomático e, se o fizesse, seria imediatamente detido pela polícia.

Um porta-voz do Foreign Office disse hoje à Agência Efe que “acredita que a visita (de Patiño) pode contribuir para nosso compromisso conjunto de encontrar uma solução diplomática ao assunto”.

Segundo a fonte, o governo do Reino Unido e o do Equador estiveram em “contato permanente” sobre o caso Assange.

Londres foi informado de que Patiño viajaria para o Reino Unido em 31 de maio, por isso William Hague considerou o pedido para que ambos possam entrevistar, acrescentou o porta-voz.

Assange acredita que, se for extraditado para a Suécia, pode ser levado posteriormente aos Estados Unidos, onde teme que seja condenado por ter vazado informação confidencial do país.

O australiano considera, ainda, que é objeto de uma perseguição política, já que o portal divulgou telegramas diplomáticos comprometedores do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

O caso Assange começou em dezembro de 2010, quando foi detido em Londres por ordem da Procuradoria Geral sueca, e desde então três tribunais britânicos, sendo o último a Suprema Corte, opinaram a favor de sua entrega a Suécia.