Londres alerta; May pressionada…

Os terroristas de Londres
A polícia britânica identificou dois dos três homens responsáveis pelo ataque terrorista do último sábado em Londres: Khuram Shazad Butt, de 27 anos, é um britânico de origem paquistanesa e Rachid Redouane, de 30 anos, é marroquino. Há ainda um terceiro terrorista, cuja identidade ainda não foi revelada. Os três foram mortos pela polícia logo após atropelaram e esfaquearam dezenas de pessoas na noite de sábado. Sete pessoas morreram e outras 48 ficaram feridas — 18 continuavam em estado grave nesta segunda-feira. O Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado, que acontece uma semana após um homem-bomba matar 22 pessoas em um show da cantora Ariana Grande, em Manchester.

May na parede
Às vésperas das eleições para escolher o novo primeiro-ministro britânico, em 8 de junho, o ataque em Londres vem servindo de munição para opositores da premiê Theresa May, do Partido Conservador. Adversários relembram que May cortou 20.000 postos policiais quando era secretária do Interior entre 2010 e 2016, no governo do ex-premiê David Cameron. Os líderes do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, e do partido Liberal-Democrata, Tim Farron, apontaram também o atraso na divulgação de uma investigação sobre o financiamento do Reino Unido à Arábia Saudita, cujo governo é acusado de apoiar grupos terroristas. O relatório deveria ter sido divulgado quando May era secretária do Interior, mas a pasta alega que o texto ainda está incompleto.

Trump x Khan
O presidente americano, Donald Trump, usou o Twitter para criticar o prefeito muçulmano de Londres, Sadiq Khan. “Sete mortos, 48 feridos, e o prefeito de Londres diz que ‘não há razão para ficar assustado’”, escreveu Trump. Eleito em 2016, Khan é o primeiro prefeito muçulmano da história de Londres, e em pronunciamento no domingo, afirmou estar “furioso” porque “três homens tentam justificar suas ações usando a fé na qual eu acredito”. A premiê Theresa May saiu em defesa de Khan e disse que ele vem fazendo “um bom trabalho”.

Catar: rompimento
As maiores potências árabes romperam com o Catar nesta segunda-feira, alegando que o país “desestabiliza a região” ao apoiar o Irã e grupos ligados ao terrorismo islâmico, como o Estado Islâmico, a Irmandade Muçulmana e a Al-Qaeda. Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos e Bahrein afirmaram que vão paralisar o comércio com o Qatar por terra e por mar e expulsar todos os cidadãos do Qatar que vivem em seus territórios. O governo do Qatar afirma que os países vizinhos tentam “enfraquecer” sua “soberania”. Em Doha, capital do país, cidadãos correram às prateleiras para estocar comida — 40% do que é consumido vem da fronteira com a Arábia Saudita.

Bloomberg: “ainda estamos dentro”
O empresário Michael Bloomberg, democrata e ex-prefeito de Nova York, enviou à Organização das Nações Unidas uma declaração intitulada “Ainda estamos dentro”, em que mais de 1.000 prefeitos, governadores e empresas americanas se comprometem a cumprir as metas de redução de poluentes estabelecidas no Acordo de Paris — mesmo após o presidente Donald Trump retirar os Estados Unidos do pacto na última semana. Bloomberg, que também é enviado especial da ONU para mudanças climáticas, vai trabalhar ao lado dos signatários para verificar o cumprimento das metas. “A sociedade americana permanece comprometida”, diz.

As novidades da Apple
No primeiro dia de seu evento anual para desenvolvedores, o WWDC, a Apple anunciou o lançamento do HomePod, caixa de som inteligente para a casa que é conectada aos celulares iPhones e à assistente virtual Siri. O HomePod chega às lojas dos Estados Unidos em dezembro por 349 dólares e será concorrente do Amazon Echo. Outra novidade foi o novo computador iMac Pro, por 4.999 dólares. Por fim, a empresa lançou também uma série de atualizações, como o sistema operacional iOS 11, uma nova versão do relógio inteligente watchOS e uma ferramenta para transferências bancárias via aplicativo de mensagens nos iPhones.