Líderes de protestos voltam a pedir calma em Hong Kong

O pedido vem após embates durante a madrugada entre policiais e manifestantes no movimentado distrito comercial de Mong Kok

Hong Kong – Os líderes dos protestos em Hong Kong pediram calma aos manifestantes antes das planejadas discussões com o governo que podem encerrar semanas de manifestações na cidade. O pedido vem após embates durante a madrugada entre policiais e manifestantes no movimentado distrito comercial de Mong Kok.

O confronto terminou com várias pessoas feridas ou presas, de acordo com comunicados da polícia. Um homem foi detido por supostamente exortar em um fórum online as pessoas a se reunir em Mong Kok, “atacar a polícia e paralisar as linhas de metrô”, destacou uma das notas.

“Todas as partes precisam se acalmar”, disse Zachary Wong, de 56 anos, membro do Occupy Central com Amor e Paz (OCLP), um dos três principais grupos de ativistas envolvidos nas manifestações. O OCLP e os líderes estudantis no comando dos protestos têm se manifestado contra medidas violentas, uma mensagem que é frequentemente desafiada no distrito de Mong Kok, onde os alunos dizem ter menos influência.

Os episódios de violência podem ameaçar as conversas que o governo pretende ter com líderes do protesto estudantil na terça-feira. Estas devem ser as primeiras discussões entre os dois lados depois que milhares de manifestantes que exigem maior poder para escolher o próximo líder de Hong Kong começaram a realizar protestos em pontos-chave da cidade há três semanas.

Os apelos pela paz representam o desejo tanto dos líderes do protesto como do governo de Hong Kong de acabar com um impasse que agora está entrando na quarta semana. A principal demanda dos manifestantes é que a população possa nomear candidatos para a eleição a ser realizada em 2017 para o cargo de chefe do executivo de Hong Kong, algo contestado por Pequim e pelo atual governo da cidade.

Para defender a proposta, manifestantes criaram locais de protesto nas principais vias em três áreas movimentadas de Hong Kong. O governo culpa as manifestações por bloqueios no trânsito e redução do turismo e do consumo.