Libéria já soma 576 mortes por ebola, revela OMS

OMS teme que o saldo real de mortes seja ainda maior, já que muitas pessoas com os sintomas podem não estar sendo notadas

São Paulo – País mais afetado pelo vírus do ebola até agora, a Libéria já soma 576 vítimas fatais da doença, conforme informou nesta sexta-feira, 22, a Organização Mundial da Saúde.

A OMS teme que o saldo real de mortes seja ainda maior, já que muitas pessoas com os sintomas podem não estar sendo notadas pela vigilância do governo.

As novas clínicas de tratamento que foram abertas no país, nas duas últimas semanas, já estão sobrecarregados de pacientes com suspeita do vírus. 

Confrontos

Na última quarta-feira, 20, um adolescente morreu após ter sido baleado por agentes de segurança da Libéria, na comunidade pobre de West Point, que foi cercada nesta semana para impedir a contaminação do Ebola.

O garoto, identificado como Shakie Kamara e de idade aproximada entre 15 e 16 anos, foi uma das três pessoas que entraram em confronto com os agentes ao desafiar um bloqueio das vias que dão acesso à comunidade, onde moram cerca de 50 mil pessoas.

A morte elevou as tensões em West Point, que já estava em situação delicada. No fim de semana passado, moradores da comunidade saquearam uma clínica para tratamento do ebola na região, depois de perceberem que pacientes de outras partes da cidade estavam se tratando no local.

Eles fugiram com materiais e objetos hospitalares, incluindo colchões contaminados com sangue.

Restrições

Com medo da disseminação do vírus, nações da África Ocidental continuam a impor algumas restrições nas fronteiras com os principais países afetados, como Guiné e Serra Leoa, além da própria Libéria.

As medidas vão de encontro às recomendações da OMS, que tem pedido aos governos que evitem tomar esse tipo de medida.

Nesta sexta-feira, o Gabão anunciou que está barrando todos os voos e embarcações que venham de países atingidos pelo ebola.

O Senegal anunciou também, na quinta-feira, que estava fechando suas fronteiras aéreas com a Guiné, Serra Leoa e Libéria. A África do Sul também adotou restrições.