Líbano mobiliza todas suas forças para enfrentar jihadistas

O primeiro-ministro do Líbano disse que o governo mobilizou forças para enfrentar jihadistas no nordeste do país

Beirute – O primeiro-ministro do Líbano, Tamam Salam, afirmou nesta segunda-feira que o governo libanês mobilizou todas suas forças para enfrentar grupos jihadistas no nordeste do país, onde morreram pelo menos 14 militares desde no sábado.

“O governo decidiu colocar todos seus serviços e instituições em estado de alerta para defender a segurança do Líbano”, disse Salam à imprensa ao término de uma reunião do gabinete.

Salam afirmou que a única solução possível passa pela retirada dos milicianos extremistas sunitas da região de Arsal, fronteiriça com a Síria.

Salam também disse que “o Líbano faz frente a uma agressão por parte de grupos obscurantistas contra sua soberania para paralisar o Estado e suas instituições, e estender o caos a Arsal”.

Desde sábado, essa região é palco de combates entre o Exército e grupos jihadistas.

O Exército anunciou hoje em comunicado que esses enfrentamentos causaram a morte de pelo menos 14 militares, deixou 85 feridos e 22 desaparecidos, apesar de uma fonte militar ter dito antes que os mortos eram 15.

Seis civis também morreram, três deles crianças que foram alcançados por um projétil, outros dois tentando impedir os elementos armados que tomaram a delegacia de Arsal e um por disparos de um franco-atirador.

O Exército assinalou que dezenas de terroristas morreram ou ficaram feridos enquanto outros fugiram.

Os combates em Arsal começaram após a detenção de Amre Ahmad Jomaa, um responsável da Frente al Nusra (ramo síria da Al Qaeda), mas o chefe do Exército, general Jean Kajwayi, assegurou ontem que a operação contra suas tropas estava “planificada há muito tempo e só esperavam o momento oportuno para atacar”.

Por outro lado, Salam anunciou que iniciou contatos com as autoridades francesas para que acelerem a entrega do material militar que o Líbano adquiriu da França com financiamento da Arábia Saudita.

Em 30 de dezembro, o então presidente do Líbano, Michel Suleiman, anunciou que a Arábia Saudita ofereceu US$ 3 bilhões ao Exército libanês para que modernizasse seu armamento, mas a entrega desse material não foi realizada ainda.