Leilão A-5 movimenta R$ 20,649 bilhões

O valor representa um deságio de 7,3% em relação ao preço-teto estabelecido inicialmente pelo Ministério de Minas e Energia (MME), de R$ 118 por Mwh

São Paulo – O Leilão de Energia A-5 realizado nesta quinta-feira, 29, terminou depois de aproximadamente três horas de disputa. De acordo com informações disponibilizadas na página eletrônica da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o preço médio da energia contratada no leilão ficou em R$ 109,40 por megawatt-hora (MWh) na Usina Hidrelétrica (UHE) Sinop.

O valor representa um deságio de 7,3% em relação ao preço-teto estabelecido inicialmente pelo Ministério de Minas e Energia (MME), de R$ 118 por Mwh.

A UHE Sinop, ativo mais disputado do Leilão desta quinta, foi arrematada por um consórcio formado por Alupar (51%) e Eletrobras (49%), esta representada por Chesf e Eletronorte. O projeto localizado no Mato Grosso demandará investimentos de R$ 1,777 bilhão.

Além da usina Sinop, também foi contratada energia de outros 18 projetos, sendo nove Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e nove térmicas a biomassa. Não foi contratada nenhuma térmica a carvão.

No caso da energia negociada na modalidade quantidade, que inclui PCHs e a unidade Sinop, o valor médio da energia ao final do leilão ficou em R$ 114,48 por MWh – beneficiada pelo preço mais baixo de Sinop.

O preço médio entre as térmicas ficou em R$ 135,58 por MWh. Com isso, o preço médio da energia total negociada no leilão ficou em R$ 124,97 por MWh.

No caso das térmicas, o preço máximo estabelecido previamente era de R$ 140 por MWh. Dessa forma, o deságio alcançado no leilão ficou em 3,2%.

A potência contratada foi de 1.265 MW, o equivalente a 35,8% da capacidade total habilitada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para o certame, que era de 3.535 MW. Foram contratados no leilão 19 projetos, de um total de 36 empreendimentos habilitados. A garantia física total incluída no certame foi de 748,700 MW médio.

O volume transacionado no leilão totalizou R$ 20,649 bilhões, para um total de 165,233 milhões de MWh negociados com 34 distribuidoras – a lista é liderada por Celpa, Copel e Cemat. Os projetos contratados no leilão demandarão investimentos de R$ 4,998 bilhões.