Justiça italiana pede julgamento sobre Operação Condor

O Ministério Público acusa os suspeitos de diferentes denúncias, entre os quais estão homicídio, massacre e sequestro

Roma – A Procuradoria de Roma pediu o julgamento de 35 membros das juntas militares e dos serviços de segurança da Bolívia, Chile, Peru e Uruguai durante os anos 1970 e 80, pela morte de 20 cidadãos de origem italiana, confirmaram nesta terça-feira à Agência Efe fontes do judiciário.

O Ministério Público os acusa de diferentes denúncias, entre os quais estão homicídio, massacre e sequestro durante a chamada Operação Condor, orquestrada pelas ditaduras da América Latina para reprimir a oposição nesses países de forma coordenada.

O procurador-geral de Roma, Giancarlo Capaldo, explicou à Efe que a audiência preliminar em que se decidirá sobre os processos abertos acontecerá a partir do mês de outubro e detalhou que os nomes dos destinatários dos pedidos de envio a julgamento serão divulgados nos próximos dias.

No entanto, os meios de comunicação italianos publicaram que seriam dois cidadãos bolivianos, 12 chilenos, quatro peruanos e 17 uruguaios.

Entre eles, o ex-ministro do Interior boliviano Luis Gómez Arce; o que foi chefe dos serviços secretos chilenos, Juan Manuel Contreras; o ex-presidente do Peru Francisco Morales Bermúdez e o ex-primeiro-ministro desse país Pedro Richter Prada, assim como o ex-presidente do Uruguai, Gregorio Conrado Álvarez e o ex-titular das Relações Exteriores uruguaio Juan Carlos Blanco.

O pedido da Procuradoria de Roma chega quase três anos depois do encerramento da investigação sobre as 139 pessoas, entre militares e políticos, de sete países da América Latina pelo desaparecimento de 20 italianos na Operação Condor.