Júri de julgamento de ex-chefe de campanha de Trump não chega a veredicto

Paul Manafort é investigado por possíveis laços entre a campanha de Trump e a Rússia, acusado de interferir no resultado das eleições americanas de 2016

Washington – O júri formado para o julgamento de Paul Manafort, ex-chefe de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta terça-feira que ainda não chegou a um consenso sobre as acusações contra ele, que pode passar o resto da vida na prisão caso seja condenado.

No quarto dia de deliberações, os 12 integrantes do júri enviaram uma nota, seguindo o procedimento estabelecido, ao juiz do caso, Thomas Ellis, perguntando sobre o que devem fazer se não chegarem a um veredicto em um dos 18 crimes de fraude bancária e fiscal pelos quais o ex-chefe de campanha de Trump é julgado.

“Se não conseguirmos chegar ao consenso em uma só das acusações, como preencheremos a folha do veredicto? O que isso representaria para o veredicto final?”, escreveram os jurados na nota.

O juiz determinou que eles sigam deliberando se Manafort é culpado ou não das acusações feitas pelos promotores americanos.

O aviso que o júri tinha enviado uma nota ao juiz disparou o alerta sobre a possível leitura do veredicto.

Manafort, que se declarou inocente, foi preso no dia 15 de junho após ter tentado influenciar os depoimentos de duas testemunhas, o que irritou a juíza responsável por outro caso contra ele.

O promotor especial Robert Mueller investiga desde maio de 2017 os possíveis laços entre a campanha de Trump e a Rússia, acusada pelas agências de inteligência de interferir nas eleições de 2016.

Manafort teria trabalhado entre 2006 e 2017 para governos estrangeiros, incluindo o ex-presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, ligado ao Kremlin, e oligarcas russos.

O processo contra Manafort é resultado das investigações de Mueller, mas não está relacionado às atividades realizadas pelo ex-chefe de campanha enquanto funcionário de Trump.