Jornalistas mortos e presos são eleitos “Pessoa do Ano” pela revista Time

Foram homenageados o jornalista saudita Khashoggi, a filipina Maria Ressa, os dois repórteres Wa Lone e Kyaw Soe Oo, e a redação do jornal Capital Gazette

O jornalista saudita Jamal Khashoggi, assassinado no consulado de seu país em Istambul, e outros três repórteres e um meio de comunicação foram reconhecidos com como “Pessoa do Ano 2018” pela revista “Time“.

“Este ano estamos reconhecendo quatro jornalistas e um meio de comunicação que pagaram um terrível preço por encarar os desafios deste momento”, afirmou Edward Felsenthal, diretor da publicação nova-iorquina.

O prêmio, outorgado anualmente desde 1927, “reconhece a pessoa ou grupo de pessoas que mais influenciaram as notícias e o mundo – para bem ou para mal – durante o ano”.

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Junto com Khashoggi, também foram reconhecidos a jornalista filipina Maria Ressa, editora do portal de notícias “Rappler”, muito crítico ao presidente filipino, Rodrigo Duterte; e os repórteres da agência “Reuters” Wa Lone e Kyaw Soe Oo, detidos pelas autoridades da Mianmar enquanto averiguavam as atrocidades cometidas contra a minoria rohingya.

Além disso, a revista homenageou também o trabalho do jornal americano “Capital Gazette”, de Annapolis (Maryland), onde cinco repórteres foram mortos em um tiroteio este ano.

Khashoggi, que colaborava com o jornal “The Washington Post” e era muito crítico ao governo de Riad, foi assassinado em outubro no consulado saudita em Istambul.

“Como todas as virtudes humanas, a coragem nos chega de diferentes maneiras e em diferentes momentos”, acrescentou Felsenthal.

As integrantes do movimento #MeToo foram reconhecidas como “Pessoa do Ano” na última edição do prêmio, em 2017.

Jamal Khashoggi Jamal Khashoggi

Jamal Khashoggi (Time/Reprodução)

Maria Ressa Maria Ressa

Maria Ressa (Time/Reprodução)

Capital Gazette Capital Gazette

Capital Gazette (Time/Reprodução)

Wa Lone e Kyaw Soe Oo Wa Lone e Kyaw Soe Oo

Wa Lone e Kyaw Soe Oo (Time/Reprodução)