Jordânia vai à Rússia: o assunto é Síria, não Copa

Os dois países devem discutir um cessar-fogo na região sudoeste da Síria nesta terça-feira

A Jordânia e a Rússia devem discutir um cessar-fogo na região sudoeste da Síria nesta terça-feira. O ministro de Relações Exteriores da Jordânia, Ayman Safadi, irá até a Rússia para discutir o fim de um conflito entre forças do governo sírio de Bashar al-Assad, apoiadas por tropas russas, que estão em campanha para reaver a região de rebeldes antigoverno.

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Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), ao menos 270.000 refugiados já deixaram a região nos últimos 14 dias rumo aos vizinhos Jordânia e Israel, que detém a posse das Colinas de Golam. Ambos os países barram esses refugiados de entrar. É esperado que Safadi se encontre durante a viagem com o ministro russo Sergei Lavrov e, se um acordo for alcançado, que essas pessoas possam retornar para suas casas. “O conflito está se desenvolvendo depressa e essa reunião, com alguma esperança, pode conter a crise e prevenir mais devastação”, disse Safadi nesta segunda-feira, afirmando também que qualquer tipo de resolução passa pela inclusão da Rússia.

A Jordânia tem cerca de 650.000 refugiados sírios, de acordo com a ONU. O país está preocupado que uma campanha militar prolongada na região dispare uma catástrofe humanitária de proporções ainda maiores e já afirmou que não irá abrir as fronteiras para mais refugiados. Israel afirmou que também manterá suas fronteiras fechadas.

Atualmente muitos dos refugiados estão acampados na fronteira, esperando ajuda humanitária. A empreitada do governo de Assad na região começou no dia 19 de junho. Ao todo, a guerra civil da Síria já deixou mais de 500.000 mortos e pelo menos 5,5 milhões de pessoas deixaram o país como refugiados.