Johnson fora; UE rebaixada…

UE rebaixada 

As consequências do Brexit também continuam se espalhando pela Europa: nesta quinta-feira, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s anunciou o rebaixamento da nota de crédito de toda a União Europeia de AA+ para AA, afirmando que a saída do Reino Unido pode enfraquecer a estabilidade fiscal do bloco. A S&P é a primeira grande agência a rebaixar a nota da UE. Na última semana, a Moody’s manteve sua avaliação em AAA.

Johnson fora da disputa

Um dos principais líderes da campanha pró-Brexit, o ex-prefeito de Londres Boris Johnson afirmou, nesta quinta-feira, que não se candidatará à liderança do Partido Conservador — e, consequentemente, ao cargo de primeiro-ministro britânico. O anúncio surpreendeu a imprensa do país e veio logo depois de Michael Gove, aliado de Johnson, anunciar a própria candidatura. Na corrida pela sucessão do atual premiê David Cameron — que deixará o cargo em outubro —, Gove concorrerá com a ministra do Interior, Theresa May, que divulgou sua candidatura em carta publicada nesta quinta no jornal The New York Times.

Sinal vermelho

Apesar dos esforços britânicos para manter a confiança do mercado, os efeitos negativos do Brexit continuam. A financeira UOB (United Overseas Bank), uma das maiores de Singapura, declarou que, por ora, não concederá mais empréstimos a quem desejar comprar propriedades no Reino Unido. Outra financeira de Singapura, a DBS, afirmou que não vai barrar empréstimos para investimentos no país, mas declarou que está aconselhando fortemente seus clientes a ser “cautelosos”.

Iuane desvalorizado? 

Fontes próximas ao Banco Central chinês disseram que a instituição pode aceitar uma desvalorização do iuane para menos de 6,8 dólares — o que significaria uma queda ainda maior do que o recorde de 4,5% no ano anterior. Como a moeda chinesa já circula em sua menor cotação dos últimos cinco anos, analistas apontam que o Banco Central teria de assegurar que a desvalorização fosse gradual, para evitar a fuga de capitais. Em pronunciamento na quarta-feira 29, o presidenciável republicano, Donald Trump, acusou a China de manipular a cotação de sua moeda e afirmou que, se eleito, colocará a situação monetária do país sob análise.

Socorro para Porto Rico

O presidente americano, Barack Obama, assinou nesta quinta-feira um plano de socorro para Porto Rico, território associado aos Estados Unidos, reestruturar seu déficit de 70 bilhões de dólares. O projeto de lei, batizado de “Promesa” — em espanhol —, foi aprovado no Senado na noite de quarta-feira 29. Contudo, mesmo com a aprovação da medida, o governador porto-riquenho, Alejandro García Padilla, afirmou que a ilha ainda deixará de pagar cerca de 1 bilhão de dólares a credores a partir de sexta-feira 1o de julho. Ainda assim, o calote será menor do que o valor de 1,9 bilhão previsto antes da ação do Congresso americano.

Yahoo! reúne acionistas

A empresa de tecnologia Yahoo! realizou na tarde desta quinta-feira sua reunião anual com investidores. O encontro na Califórnia pode ser o último da presidente Marissa Mayer, uma vez que a empresa se encontra em negociações para venda de grande parte de seus serviços de internet. As ofertas para compra estão na terceira rodada, embora algumas pessoas próximas ao tema apostem que o Yahoo! levará o leilão para mais uma etapa. As companhias de telecomunicações Verizon e AT&T são as principais candidatas e já fizeram ofertas entre 2 bilhões e 6 bilhões de dólares.

Hershey rejeita Mondelez

A fabricante de chocolates Hershey anunciou nesta quinta-feira a recusa de uma oferta preliminar de 23 bilhões de dólares feita pela companhia de alimentos Mondelez — um valor de 107 dólares por ação. Se concretizada, a fusão criará a maior empresa de doces do mundo. Segundo o conselho da Hershey, a proposta da Mondelez “não oferece base para prosseguir com a discussão”.

Pemex em busca de parceiros

A petroleira mexicana Pemex divulgou que está em processo de negociação com dez bancos de investimento para encontrar parceiros dispostos a financiar melhorias em suas refinarias. A Pemex pediu a bancos como Goldman Sachs Group, Bank of America e Credit Agricole que lhe enviem propostas de potenciais interessados. No último ano, as refinarias da companhia mexicana tiveram prejuízo de 5 bilhões de dólares, e a empresa se encontra em uma de suas piores crises financeiras — tendo enfrentado prejuízo de 41,3 bilhões em 2015.