Jihadista americano é morto em combate na Síria

Veículos americanos informaram que McCain foi morto quando lutava contra a Frente Al-Nusra, um grupo vinculado à Al-Qaeda

Washington – Um cidadão americano que integrava as forças jihadistas do Estado Islâmico (EI) foi morto em combate na Síria, informou na noite desta terça-feira a Casa Branca.

“Tínhamos conhecimento da presença na Síria do cidadão americano Douglas McAuthur McCain e podemos confirmar sua morte”, disse a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional Caitlin Hayden.

As redes de televisão NBC e CNN já haviam informado a morte de McCain durante um confronto entre grupos rivais da oposição síria.

Alguns veículos americanos informaram que McCain foi morto quando lutava contra a Frente Al-Nusra, um grupo vinculado à Al-Qaeda, mas a NBC citou o Exército Sírio Livre, e exibiu fotos do corpo e do passaporte de McCain.

Segundo a NBC, McCain integrava um grupo de três combatentes jihadistas estrangeiros do EI que morreram em um mesmo confronto.

O californiano Douglas McCain, 33 anos, um fã de basquete que queria se tornar rapper, se converteu ao Islã há cerca de dez anos.

“Era uma boa pessoa, amava sua família, amava sua mãe”, disse Ken McCain, tio de Douglas. “Doug era um cara divertido, jogava basquete, brincava muito (…), se dava bem com quase todo mundo (…), lembrou um amigo.

Caitlin Hayden destacou que os Estados Unidos “continuam utilizando todas as ferramentas a sua disposição para dissuadir os indivíduos de viajar ao estrangeiro para uma jihad violenta e para monitorar os que regressam”.

De acordo com o departamento de Estado, cerca de 12 mil jihadistas estrangeiros, procedentes de 50 países, viajaram à Síria desde o início do conflito, há mais de três anos, incluindo “um pequeno número de americanos”.

“Pensamos que na Síria há, aproximadamente, 12 mil combatentes, de ao menos 50 países – incluindo um pequeno número de americanos, que chegaram a partir do início do conflito, em março de 2011”, declarou na semana passada a porta-voz do departamento de Estado Marie Harf.

Washington já expressou publicamente e no mais alto nível suas preocupações sobre os riscos que os jihadistas ocidentais representam, especialmente quando regressam a seus países.

O presidente Barack Obama presidirá, no final de setembro, uma reunião especial do Conselho de Segurança da ONU dedicada à ameaça que representam os jihadistas estrangeiros na Síria e no Iraque.