Jeb Bush lançará campanha para Casa Branca nesta segunda

Filho de George H. W. Bush e irmão de George W. Bush, ambos ex-presidentes dos EUA, Jeb afirma que os admira, mas que governará de um modo diferente, se eleito

Washington – Jeb Bush vai acabar com o suspense e lançará nesta segunda-feira sua campanha para as primárias republicanas, com os olhares voltados às presidenciais de 2016, seguindo os passos de seu irmão e de seu pai.

O ex-governador da Flórida de 62 anos convocou seus seguidores às 19h00 GMT (16h00 de Brasília) no campus do Miami-Dade College, na cidade onde vive, para fazer o anúncio oficial.

“Esta transição a uma candidatura me permitirá ser mais direto para expor as competências de liderança que são necessárias para que o próximo presidente corrija várias coisas”, disse Bush em uma entrevista divulgada no domingo na CNN.

“Como candidato”, disse, “farei propostas mais específicas”.

Bush, casado com uma mexicana e com facilidade para se dirigir ao público em espanhol, começou sua carreira política na Flórida como governador de 1999 a 2007, uma experiência que, para ele, o distingue de seus familiares e pode convencer os americanos de seus méritos próprios.

Há seis meses Jeb Bush se limitava a dizer que estudava a possibilidade de uma candidatura, mas todos consideravam que ela era certa: não parou de arrecadar fundos e de visitar os estados estratégicos das primárias de 2016.

Já divulgou seu logo de campanha, um “Jeb!” que omite o sobrenome de sua família.

Para esta segunda-feira “espero que a mensagem seja de esperança e otimismo, sem olhar muito para o passado”, declarou Bush na sexta-feira aos jornalistas que o acompanharam durante um giro europeu na semana passada.

Jeb repete frequentemente sobre sua admiração incondicional por seu irmão, George W. (2001-2009), e por seu pai, o primeiro presidente Bush (1989-1993), mas insiste: “Eu sou eu”.

Seus laços familiares o fizeram tropeçar, por exemplo, sobre a invasão do Iraque. Depois de ter defendido a decisão de seu irmão, posteriormente recuou e disse que se tivesse sido presidente não teria ordenado o ataque.