Japoneses e europeus estudam intervenção cambial conjunta

Autoridades européias teriam concluído que a apreciação cambial do euro chegou a um nível que causa danos à sua economia

O Japão e os países da zona do euro estão discutindo a possibilidade de intervenção conjunta no mercado se o yen e a moeda européia continuarem a se fortalecer diante do dólar. A informação foi publicada pelo jornal britânico Financial Times desta quinta-feira (2/12).

O jornal também afirma que as autoridades européias teriam chegado a um consenso de que a apreciação cambial do euro chegou a níveis que estão causando danos à economia. O Banco Central Europeu (BCE) recusou-se a comentar. A última intervenção conjunta, para sustentar o euro, foi em 2000. O Japão não faz intervenção unilateral para impedir a apreciação do yen desde março deste ano.

Segundo o membro do governo japonês, não identificado na reportagem do Financial Times, o dólar não deveria estar se depreciando, tendo em vista o crescimento da economia americana, superior ao desempenho da União Européia (UE) e do Japão. Ele também criticou a pressão dos americanos para que a China permita a flutuação de sua moeda, o yuan, e que não faz sentido culpá-la pelo déficit em contas correntes do Estados Unidos. Ainda ontem, o vice-ministro das finanças japonês Hiroshi Watanabe afirmou que “é natural para o Japão e Europa atuar quando o dólar, isoladamente, está se depreciando”.

No início desta quinta-feira, o valor do dólar frente ao euro caía um euro estava valendo 1,3379 dólar. Entretanto os rumores de intervenção interromperam a queda. A cotação do dólar em relação à moeda européia ultrapassou o patamar de 1,20 dólar há dois meses, em razão do receio quanto aos déficits nas contas americanas e a previsão de o governo Bush não conseguir admnistrá-los. Para compensar o câmbio, informa The Wall Street Journal, o exército americano anunciou que vai dar aumento de 31% aos militares residentes em bases instaladas em território europeu.