Japão esvazia ilha após erupção de vulcão

"Mobilizamos todos os serviços do governo" para garantir a segurança dos habitantes, declarou por sua vez o primeiro-ministro

Autoridades japonesas ordenaram nesta sexta-feira a evacuação dos habitantes de uma pequena ilha do sul do Japão, após a erupção de um vulcão local.

No total, 137 moradores abandonaram a ilha de Kuchinoerabu, no extremo sul do país, a bordo de barcos fretados pela Guarda Costeira e a prefeitura local.

A erupção do monte Shindake – iniciada às 09H59 local (21H59 Brasília de quinta-feira) – não provocou vítimas ou danos materiais significativos, informou a polícia da vizinha ilha de Yakushima.

“Não registramos nenhuma perda humana até o momento”, confirmou o porta-voz do governo, Yoshihide Suga.

“Mobilizamos todos os serviços do governo” para garantir a segurança dos habitantes, declarou por sua vez o primeiro-ministro Shinzo Abe à imprensa.

Helicópteros e barcos da Guarda Costeira foram enviados à ilha.

Imagens da TV japonesa mostraram uma enorme coluna de cinzas sobre a cratera do vulcão de até 9.000 metros de altura.

A erupção não causou impacto aos voos das companhias ANA e JAL, as principais do Japão.

O vulcão entrou em erupção pela primeira vez em 1841, voltando à atividade entre 1931 e 1935, e entre 1966 e 1989, segundo arquivos do governo.

“A erupção pode continuar por algum tempo, dado o histórico do monte Shindake”, declarou o vulcanólogo da universidade de Kioto, Kazuhiro Ishihara.

O Japão está situado no chamado “cinturão de fogo do Pacífico”, uma zona de terremotos e vulcões.

Em setembro passado, um vulcão do centro do país, o Ontake, entrou inesperadamente em erupção, surpreendedo turistas e montanhistas. O incidente causou 57 mortos e seis desaparecidos.