Iraque tem pior registro mensal de mortes desde 2008

Ao todo, 921 civis, policiais e militares morreram, 1.567 ficaram feridos, e 68 "terroristas" foram mortos, segundo os números oficiais

Quase mil pessoas morreram no Iraque em julho, o maior registro mensal desde abril de 2008, de acordo com números fornecidos pelo governo nesta quarta-feira à noite (hora local).

Ao todo, 921 civis, policiais e militares morreram, 1.567 ficaram feridos, e 68 “terroristas” foram mortos, segundo os números oficiais.

Em abril de 2008, o total dos mortos registrados pelos ministérios do Interior, Defesa e Saúde foi de 1.428.

No mês de julho, quando o Ramadã é celebrado no Iraque, morreram 778 civis, 55 militares e 88 policiais, informou o governo, acrescentando que 1.356 civis, 89 soldados e 122 policiais ficaram feridos.

Em junho, o número de civis, militares e policiais mortos chegou a 240. Em maio, foram 630, segundo o governo.

Julho foi um mês particularmente violento, com várias ondas de atentados com carros-bomba, principalmente em bairros de maioria xiita.

Na segunda-feira, por exemplo, pelo menos 16 carros-bomba, onze deles em Bagdá, deixaram 57 mortos nas áreas de maioria xiita, segundo fontes policiais e médicas.

Na quarta, 15 pessoas morreram em diferentes ataques no país, mas ainda não se sabe se essas últimas vítimas já foram consideradas no balanço mensal das autoridades.

Segundo uma fonte diplomática ocidental, Bagdá foi atingida por quase 60 veículos-bomba em julho, contra 23 ataques similares no mês anterior.

Desde o início do ano, mais de 600 carros-bomba foram detonados no Iraque, acrescentou a mesma fonte.

O número de mortos nesses atentados caiu a partir de 2008, o que permitiu ao país deixar o estado de guerra civil entre xiitas e sunitas. O registro começou a aumentar desde a última primavera, quando a insatisfação da minoria sunita (no poder sob Saddam Hussein) transbordou diante de uma administração controlada pelos xiitas. Segundo os sunitas, o governo quer monopolizar todos os poderes.