Irã enforca condenados por homicídio e tráfico de drogas

Autoridades judiciárias do Irã enforcaram três homens condenados por homicídio e tráfico de drogas

Teerã – As autoridades judiciárias do Irã enforcaram em duas cidades três homens condenados por homicídio e tráfico de drogas, informou a imprensa local nesta quarta-feira.

Os enforcamentos ocorreram nesta madrugada, o primeiro deles na prisão da cidade de Noushahr, na província de Mazandaran, e os outros dois na prisão da cidade de Qazvin.

O promotor de Noushahr, Kiumarz Hamze Soulati, explicou que Gholam Abbas Asadi, condenado por homicídio, sequestrou a vítima e a levou de carro de Teerã à cidade de Chalus, onde a roubou e matou. O crime foi praticado com o auxílio de dois cúmplices, que hoje cumprem penas na prisão, segundo a agência de notícias iraniana “Mehr”.

Os outros dois executados, Sadeq Mohamad Janlu, e Asgar Mahtabi, foram condenados por tráfico de drogas, de acordo com a agência local “Tasnim”. O primeiro foi detido enquanto transportava 995 gramas de metanfetamina de carro, já o segundo carregava 200 gramas da mesma droga e um quilo de crack.

No Irã, um Estado teocrático muçulmano xiita, vigora uma rígida interpretação da lei islâmica (sharia), pela qual se condena à morte os assassinos, estupradores, traficantes de drogas e quem atentar contra a lei de Alá e da República Islâmica.

Segundo o Centro de Documentação de Direitos Humanos do Irã, órgão com sede nos Estados Unidos, 624 pessoas foram executadas em 2013 no país. Em 2014, já foram enforcadas 531, mas as autoridades iranianas reconhecem apenas 188 oficialmente.