Indústria aérea ganhará US$ 6,9 bilhões em 2011, diz Iata

Para o próximo ano, no entanto, a previsão da entidade é que o resultado seja menor

Genebra – A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) anunciou nesta quarta-feira que mantém a previsão de rentabilidade do setor para 2011, lucro de US$ 6,9 bilhões.

Para o próximo ano, no entanto, a previsão da entidade é que o resultado seja menor. As previsões da entidade indicam que em 2012 a indústria de transporte aéreo vai registrar lucro de US$ 3,5 bilhões, frente aos US$ 4,9 bilhões que havia calculado anteriormente.

‘Embora a previsão global para 2011 se mantenha inalterada em US$ 6,9 bilhões, as diferenças regionais são agora as mais pronunciadas. A margem geral de 1,2% indica o quanto difícil é a batalha pela rentabilidade no negócio’, declarou o diretor-geral da Iata, Tony Tyler, ao apresentar suas previsões à imprensa internacional.

‘O risco maior para a rentabilidade das companhias aéreas no próximo ano tem a ver com a tempestade econômica que resultaria do fracasso dos Governos em resolver a crise da dívida soberana na Eurozona’, alertou.

Advertiu que se os piores cenários descritos pelos economistas tornarem-se realidade e ocorrer uma crise bancária e recessão profunda na Europa, o setor em nível mundial poderá ter graves perdas que poderiam superar os US$ 8 bilhões.

Nesse caso, todas as regiões registrariam números vermelhos, embora a pior desempenho seria sentido pelas companhias aéreas europeias, com perdas de US$ 4,4 bilhões, seguidas das norte-americanas, US$ 1,8 bilhão; e as da Ásia Pacifico, US$ 1,1 bilhão.


As companhias aéreas do Oriente Médio e da América Latina apresentariam nessa situação hipotéticas perdas de US$ 400 milhões cada.

Com relação ao impacto do custo do petróleo, o responsável da Iata lembrou que, embora seu preço tenha recuado, é surpreendente que em meio às incertezas na economia internacional o barril se mantenha acima dos US$ 100.

Espera-se que os preços do combustível recuem um pouco em 2012, ‘mas não muito abaixo dos US$ 100’. Para ele, o atual preço elevado é consequência da forte demanda da Ásia.

Por enquanto, o preço do combustível está 30% a mais do que há um ano e representa 31% dos custos do setor.