Indício de fabricação de explosivos é achado na Bélgica

Hamza Attou e Mohamed Amri foram os únicos dos sete detidos na Bélgica após os atentados em Paris que foram postos sob mandado de prisão na segunda-feira

Bruxelas – As inspeções nas residências dos dois acusados de terrorismo na Bélgica em conexão com os atentados de Paris permitiram encontrar nitrato de amônio, um composto químico que pode ser utilizado para a fabricação de explosivos, informou nesta terça-feira o jornal “La Dernière Heure”.

Hamza Attou e Mohamed Amri foram as duas únicas pessoas das sete detidas na Bélgica após os atentados em Paris que foram postas sob mandado de prisão na segunda-feira, acusados de “assassinato terrorista e participação em atividades de uma organização terrorista”, enquanto os cinco restantes ficaram em liberdade sem acusações.

Attou e Amri se deslocaram do distrito de Molenbeek, em Bruxelas, até Paris, onde eram esperados por Salah Abdeslam, um dos supostos autores do massacre, em paradeiro desconhecido e alvo de um mandado de prisão internacional.

Ambos os acusados asseguram que seu papel foi “meramente logístico” e se limitou à mudança de Abdeslam da França para a Bélgica, sem terem participado de nenhum dos atentados de Paris, onde não se encontravam no momento dos incidentes.

Ao serem interrogados sobre a presença de nitrato de amônio em suas residências, os acusados explicaram que o utilizavam para fertilizar o jardim.

No imóvel de Attou também foi encontrada munição de diferentes calibres, principalmente para rifles.

Os acusados negam que soubessem que Salah Abdeslam tinha participado dos atentados e dizem que receberam uma ligação sua horas depois dos ataques no Stade de France, na noite de sexta-feira.

No entanto, a investigação aponta que essa ligação ocorreu na madrugada do sábado.

Attou e Amri pegaram Abdeslam no boulevard Barbès, em pleno coração de Paris, por volta das 5h da manhã em um Volkswagen Golf propriedade de Attou e conduzido por Amri.

O veículo passou pelos controles da polícia até três vezes sem ser parado, por isso chegaram até Molenbeek.

As versões sobre onde os acusados deixaram Salah se contradizem. O ponto em que coincidem é que ambos não viram o transferido portar armas.

Segundo a emissora “RTBF”, os acusados eram frequentadores de um bar em Molenbeek que pertencia a Ibrahim Abdeslam, o irmão de Salah que morreu nos atentados de Paris ao detonar um colete de explosivos.