Índia e Paquistão tentam resolver disputa por exploração de água

ÀS SETE - Os dois países dividem a exploração da bacia do Rio Indo, mas recentemente a disputa se intensificou em conflito armado

Na fronteira entre Índia e Paquistão, a disputa pela exploração dos rios já resultou em uma série de conflitos armados. Nesta quinta-feira, os dois países vão enfim sentar numa mesa de negociação, numa conversa mediada pelos Estados Unidos, para tentar evitar um rompimento diplomático total.

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Desde 1960, os dois países são signatários do Indus Water Treaty (IWT), um tratado que dá à Índia o direito de explorar três rios do lado oriental da bacia do Rio Indo e, ao Paquistão, os três do lado ocidental.

Recentemente, as tensões se intensificaram devido aos planos da Índia de construir as hidrelétricas Kishanganga e Ratle, além de ter planos de ampliar seu uso de água para irrigação. Os paquistaneses alegam que os projetos violam o tratado.

Em setembro do ano passado, 18 soldados indianos chegaram a ser mortos na fronteira, em Kashmir, devido ao crescimento das tensões.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, chegou a ameaçar bloquear o curso de água de um rio para o Paquistão, alegando que se a água pertence à Índia, o país vizinho não tem o direito de acessá-la. Além disso, ele fez questão de deixar claro quem está no poder, afirmando que a Índia tem mais força inclusive para acabar com a pobreza em seu país.

De fato, o poderio econômico da Índia frente ao Paquistão é incontestável. Enquanto o PIB indiano ultrapassou os 2 trilhões de dólares no ano passado, os paquistaneses não chegaram aos 300 bilhões.

As conversas, que vão até amanhã, serão mediadas pelo Banco Mundial, em Washington. Nessa discussão, um ponto é central: o território pode até ser dividido, mas a água da bacia é uma só.