Índia;deve aprender com expansão chinesa, diz The Economist

Para a revista britânica, os grandes investimentos da China em educação e saúde são exemplos que os indianos devem seguir

Embora divida com a China o mérito de exibir as maiores taxas de crescimento do mundo nos últimos anos, a Índia ainda pode aprender bastante com o país vizinho, segundo a revista britânica The Economist. A principal lição que os indianos poderiam tirar da expansão da China é o investimento em educação e saúde, criando uma mão-de-obra qualificada e atraente para as companhias estrangeiras.

Quando a China adotou as primeiras reformas econômicas, em 1978, era um país mais pobre que a Índia. Hoje, porém, as atividades chinesas crescem mais que as do vizinho. De acordo com a The Economist, parte dessa diferença deve-se simplesmente ao fato de a China ter começado a abrir sua economia antes dos indianos. A revista lembra que as mudanças econômicas só chegaram à Índia em 1991.

Mas a demora da Índia em modificar sua economia não é o único motivo de sua desvantagem em relação aos chineses. A principal razão é a qualidade da mão-de-obra da China, fruto de um prolongado e forte investimento em educação e saúde, de acordo com a The Economist. Com isso, o país consegue oferecer “um bom capital humano” às multinacionais que desejem se instalar por lá. A China também foi mais enfática ao buscar a inserção no mercado mundial.

Os dois países também enfrentam problemas semelhantes. Em conjunto, abrigam dois quintos da população mundial, apresentam elevados índices de pobreza e boa parte de seus habitantes ainda vivem no campo. Os regimes políticos, porém, os colocam em campos opostos. Enquanto a Índia é uma sociedade aberta e democrática, os chineses continuam sob a dominação do partido único (se você é assinante, leia também reportagem de EXAME sobre o modelo político chinês).