Incêndio em Londres; tiros nos EUA…

Incêndio em Londres

A maré de tragédias no Reino Unido parece não ter fim: um incêndio no prédio residencial Grenfell Tower deixou ao menos 12 mortos e mais de 70 feridos em Londres nesta madrugada. Embora o corpo de bombeiros tenha demorado apenas 6 minutos para chegar ao local, o incêndio se espalhou pelos 24 andares e 120 apartamentos. A maioria dos moradores dormia quando o fogo começou, e os bombeiros resgataram mais de 60 pessoas. As causas do incêndio ainda não são conhecidas, e a premiê britânica, Theresa May, disse que, “se há lições a serem aprendidas, elas serão”. A Grenfell Tower foi construída em 1974 e especula-se que não tivesse condições adequadas de segurança.

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May: acordo adiado

Diante da tragédia em Londres, May deve deixar para a semana que vem a assinatura do acordo com o DUP, Partido Unionista. Com suas dez cadeiras no Parlamento, o DUP poderia devolver ao Partido Conservador de May a maioria legislativa — perdida nas eleições do último dia 8. O incêndio foi um novo pretexto para críticas ao governo: o líder do Partido Trabalhista, de oposição, Jeremy Corbyn, pediu que as causas sejam investigadas e disse que “não se pode brincar com segurança”. Sobre o acordo com o DUP, Corbyn afirmou que é um pacto “sem sentido”.

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Trump: presente de grego

No dia do aniversário de 71 anos do presidente americano, Donald Trump, um homem disparou cerca de 50 balas contra um grupo de congressistas republicanos que jogavam baseball na Virgínia — próximo à capital, Washington. Ao menos cinco pessoas ficaram feridas, incluindo o líder republicano na Câmara, Steve Scalise. O atirador foi identificado como James Thomas Hodgkinson, de 66 anos, que foi ferido pela polícia e morreu no hospital. Seu irmão, Michael Hodgkinson, disse que ele estava “infeliz” com a eleição de Trump. Em pronunciamento sobre o caso, o presidente elogiou o “fantástico” trabalho da polícia e disse que os americanos são mais fortes quando “estão unidos”.

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Críticas da ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU) criticou a morte de civis na Síria devido aos ataques da coalizão aliada dos Estados Unidos contra o Estado Islâmico na cidade de Raqqa — que se intensificaram na última semana. Os americanos vêm apoiando as Forças Democráticas Sírias (FDS), oposição ao governo do ditador Bashar al-Assad. O diplomata brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, que preside a comissão da ONU que observa violações de direitos humanos na Síria, disse que a intensificação dos ataques aéreos dos EUA, embora tenha possibilitado avanços contra o Isis, “resultou em perdas assombrosas de vidas civis” e deixou mais de 160.000 refugiados.

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Uber: nova baixa

Um dia depois do afastamento do fundador da empresa de transporte Uber, Travis Kalanick, o diretor de tecnologias, David Bonderman, também vai deixar a companhia. A saída acontece após o diretor fazer comentários machistas em uma reunião na terça-feira: quando o conselho discutia que ter mais mulheres na empresa seria importante para o Uber, Bonderman respondeu com “na verdade, é provável que haja muito mais conversa”. O diretor escolheu se demitir depois que o comentário vazou e foi publicado na imprensa — ele afirma não querer desviar os holofotes, justamente no momento em que o Uber tenta reformar sua cultura de assédio e desigualdade de gênero.