Improvável que a Suécia extradite Assange, diz Austrália

Informação é do ministro de Relações Exteriores da Austrália, Bob Carr. Julian Assange, fundador do WikiLeaks, é australiano

Sidney – É improvável que o fundador e ex-editor-chefe do WikiLeaks, Julian Assange, seja extraditado da Suécia para os Estados Unidos caso exista risco de pena de morte ou tribunal militar, disse nesta quarta-feira o ministro de Relações Exteriores da Austrália, Bob Carr. Assange é australiano.

O ministro afirmou que o país não pode se envolver em casos fora de sua jurisdição, mas que “os suecos disseram que não extraditam ninguém caso exista uma ofensa capital ou se é uma questão militar ou de inteligência”. “Não é um assunto para a diplomacia australiana, mas um assunto para apoio consular”, afirmou Carr.

Assange está refugiado na embaixada do Equador em Londres, pois o Reino Unido quer extraditá-lo para a Suécia, onde responderá por acusações de estupro. Ele nega as alegações e teme que, uma vez na Suécia, possa ser mandado para os Estados Unidos, onde pode enfrentar processo por espionagem devido a divulgação de documentos secretos pelo WikiLeaks.

Estocolmo não recebeu pedido de extradição de Washington e a lei sueca e a convenção de direitos humanas europeia proíbem o envio de alguém que possa ser condenado à morte. “Nós temos buscado garantias da Suécia de que o procedimento correto será seguido”, disse o ministro para o jornal Australian Financial Review. As informações são da Dow Jones.