Imigrantes em ilha da Espanha pedem comida, denunciam ONGs

Os 71 imigrantes (10 saíram nesta noite da localidade) estão solicitando água e comida para quem se aproxima da ilha de Terra, na costa do Marrocos

Rabat – Os mais de setenta imigrantes africanos que estão na ilha de Terra, pequeno território de soberania espanhola localizado na costa do Marrocos, estão há dias pedindo auxílio, informaram à Agência Efe organizações locais.

Os 71 imigrantes (10 saíram nesta noite da localidade) estão solicitando água e comida para quem se aproxima da ilha. No início, 13 africanos foram para o território, e neste domingo mais 68 pessoas foram para a ilha. Hoje dez deles foram levados para Peñón de Alhucemas, outra ilhota de soberania espanhola situada na costa do Marrocos. Um acordo entre os governos da Espanha e do Marrocos poderá determinar a saída dos demais imigrantes.

Várias associações e ONG’s da região criaram na semana passada uma comissão de ajuda para reunir comida, água e roupa para os africanos, mas o mar forte impediu que o material fosse levado para a ilha.

Khaled Zeituni, da Associação de correspondentes de Alhucemas, disse que forças de segurança da Espanha e Marrocos estão vigiando a ilhota e afirmou que não sabe se os alimentos conseguirão chegar até os imigrantes.

O governo espanhol garantiu hoje que distribuiu comida, água e cobertores aos subsaarianos da ilha de Terra, mas descartou recebê-los na Espanha e assim incentivar outros imigrantes a fazerem o mesmo.

Além das cidades de Ceuta e Melilla, a Espanha tem no litoral norte do Marrocos pequenos territórios sob sua soberania, como Peñón de Alhucemas, Vélez de la Gomera, o arquipélago das ilhas Chafarinas e várias ilhotas (Terra, Alborán e Perejil), nos quais nas últimas semanas chegaram vários grupos de imigrantes subsaarianos, no que parece ser uma nova via entrada na Espanha.

Apesar do aumento da entrada de imigrantes vindos do Marrocos, a Espanha elogiou a colaboração do governo do país africano no caso, segundo afirmou hoje o ministro das Relações Exteriores, José Manuel García Margallo.

A imprensa marroquina não comentou o assuntou e as fontes oficiais se negaram a responder sobre a questão. EFE