Ibovespa opera de lado; MMX sobe mais de 9%

No cenário doméstico, investidores avaliavam o resultado das vendas no comércio varejista, que avançaram 0,9% em agosto contra julho

São Paulo – O principal índice da Bovespa operava de lado no fim da manhã desta terça-feira, depois de um rali de quatro altas seguidas, com investidores focados em sinais de progresso nas negociações sobre o impasse fiscal nos Estados Unidos.

Às 11h36, o Ibovespa tinha variação negativa de 0,04 por cento, a 54.148 pontos. O giro financeiro do pregão era de 1,6 bilhão de reais. Após avançar quase 2 por cento na véspera, o índice alternava-se nesta sessão entre os sinais positivo e negativo, esboçando variações pequenas, diante de leve queda das bolsas nova-iorquinas.

“Ontem tivemos uma puxada bem forte na bolsa, e, no âmbito geral, continua essa expectativa de uma resolução nem que seja de curto prazo com relação ao teto da dívida do tesouro americano”, afirmou o analista de renda variável João Pedro Brugger, da Leme Investimentos. “Além disso, tivemos um movimento um pouco técnico de recuperação depois de o índice bater no suporte relevante de 52 mil pontos”, completou.

Na véspera, líderes do Senado norte-americano afirmaram ter havido importante progresso nas conversas para encerrar a paralisação parcial do governo e elevar o limite da dívida do país, deixando o mercado na expectativa de que uma resolução para o impasse seja alcançada em breve.

No cenário doméstico, investidores avaliavam o resultado das vendas no comércio varejista, que avançaram 0,9 por cento em agosto contra julho, acima do esperado pelo mercado. Os papéis de companhias de consumo como Natura, Cia Hering e Lojas Americanas avançavam.


As ações da mineradora MMX tinham a maior valorização do índice, depois do empresário Eike Batista ceder o controle do porto de minério de ferro da companhia para a trading holandesa Trafigura e para o fundo Mubadala, em um acordo de 996 milhões de dólares. A Trafigura e o Mubadala terão uma fatia de 65 por cento na MMX Porto Sudeste, enquanto a MMX manterá participação remanescente de 35 por cento.

“Acreditamos que o fechamento desta venda é muito positivo para a MMX, que agora fica sem dívidas, com uma participação significativa nos resultados do porto, sem carregar as dívidas relativas à sua construção”, afirmaram analistas da Planner em relatório.

No outro sentido, recuavam papéis de construtoras, com destaque para a Gafisa, depois de a Cyrela ter anunciado na véspera redução de vendas e lançamentos no terceiro trimestre, inaugurando a divulgação de dados operacionais do setor. Embraer também caía, depois das entregas de aeronaves terem avançado 10 por cento no terceiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, mas os envios a clientes de aviões comerciais terem caído quase 30 por cento.