Homem é preso depois de ferir 7 pessoas com faca em Paris

O agressor, que uma fonte policial disse ser do Afeganistão, esfaqueou turistas e pedestres no Bassin de la Villette na noite de domingo

Paris – A polícia da França prendeu um homem que feriu sete pessoas com uma faca durante um ataque cometido no centro de Paris na noite de domingo, disseram fontes policiais e do Judiciário nesta segunda-feira, acrescentando não haver indicação inicial que ligue o incidente ao terrorismo.

O agressor, que uma fonte policial disse ser do Afeganistão, esfaqueou turistas e transeuntes no Bassin de la Villette, uma área popular adjacente a um canal no nordeste parisiense onde muitas pessoas se reúnem em noites de calor.

Entre os esfaqueados estavam dois turistas britânicos, segundo uma fonte judicial. Eles e dois outros continuam hospitalizados com ferimentos graves, embora não se acredite que corram risco de morte.

Testemunhas citadas pela mídia francesa disseram que um grupo de homens que jogava bocha atirou bolas de metal pesado usadas no jogo contra o agressor e que uma delas o atingiu na cabeça e o deteve.

Thierry, uma testemunha citada pela BFM TV, disse que depois um grupo de pessoas atacou o agressor.

“Alguém com um bastão de madeira o atingiu nos joelhos e ele caiu no chão”, disse. “Um monte de gente chegou, algumas diziam ‘matem-no’, mas um cara o segurava e dizia ‘não, a última coisa que temos que fazer é matá-lo'”.

Policiais e equipes de ambulâncias chegaram ao local pouco depois, disseram testemunhas, e o homem foi levado sob custódia.

Embora os motivos do ataque ainda sejam desconhecidos, uma fonte judicial disse que ele não parece semelhante a outros atentados cometidos por militantes muçulmanos em Paris nos últimos anos.

“A polícia não encontrou nenhum indício inicial de que o ataque teve ligação com o terrorismo”, disse a fonte. “Mas o escritório do procurador antiterrorismo está acompanhando o andamento da investigação atentamente”.

Paris sofreu vários ataques de militantes desde novembro de 2015, quando uma série de ataques coordenados de atiradores e homens-bomba islâmicos matou 129 pessoas na capital, uma ação planejada pelo Estado Islâmico e seus seguidores.