Holanda vai enviar jatos para atacar Estado Islâmico

Os holandeses também devem enviar 130 conselheiros militares ao Iraque para treinar soldados iraquianos e curdos que lutam contra os militantes em solo

Haia – O governo holandês vai enviar seis jatos militares F-16 ao Iraque para participar da coalização que combate os extremistas do grupo Estado Islâmico, anunciou nesta quarta-feira o primeiro ministro do país, Lodewijk Asscher.

O parlamento da Holanda se reuniu durante quatro horas a portas fechadas antes de aceitar ceder as seis aeronaves, e outros dois jatos reservas, além de 250 pilotos e funcionários de apoio.

Os holandeses também devem enviar 130 conselheiros militares ao Iraque para treinar soldados iraquianos e curdos que lutam contra os militantes em solo.

Segundo Asscher, a decisão do governo da Holanda é uma resposta aos pedidos do Iraque por ajuda da comunidade internacional. Ele acrescentou que o país não vê atualmente a necessidade de se unir aos ataques aéreos na Síria.

A ministra da Defesa holandesa, Jeanine Hennis-Plasschaert, afirmou que os jatos provavelmente terão como base a Jordânia. Segundo ela, as aeronaves devem ficar disponíveis por um ano.

O premiê reconheceu que a participação holandesa no combate ao Estado Islâmico põe em risco não apenas as tropas e os pilotos envolvidos, mas também aqueles que ficarem no país.

“A Holanda terá maior visibilidade entre os jihadistas. Nós estamos preparados”, ele disse.

“O nível da ameaça é monitorado permanentemente e nossos serviços de segurança estão preparados.”

O nível de ameaça terrorista na Holanda atualmente é “substancial”, o segundo maior de quatro estágios considerados pelo coordenador antiterrorista do país.

Enquanto isso, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o ministro das Relações Exteriores holandês, Frans Timmermans, pediu o apoio das organizações que delatam abusos dos direitos humanos na Síria para que os responsáveis possam ser levados à justiça.

“Esses crimes estão sendo cometidos agora, então nós temos que conversar com as testemunhas sírias refugiadas que conseguiram fugir do país”, disse Timmermans em depoimento.

“É possível coletar uma grande quantidade de informação. Essa é a única maneira de garantir que os criminosos não vão escapar da punição.” Fonte: Associated Press.