Hamas aumenta forças na fronteira com Israel

A missão das forças consiste em afastar da fronteira os milicianos que disparam foguetes contra o sul de Israel

Gaza – O movimento islâmico Hamas, que governa a faixa palestina de Gaza, desdobrou suas forças de segurança ao longo da fronteira com Israel em uma tentativa de “restaurar e manter” a calma, disseram nesta terça-feira fontes de segurança do grupo.

A missão das forças consiste em afastar da fronteira os milicianos que disparam foguetes contra o sul de Israel, o que no último mês provocou uma deterioração da situação entre os países.

O porta-voz do Ministério do Interior da faixa, Islam Shahwan, disse que o Hamas quer com esta decisão “assegurar e fortificar a frente interna e os acordos aprovados pelas facções de resistência” para assegurar os interesses de seu povo, a segurança e estabilidade.

Em declarações recolhidas pela agência “Ma”an”, Shahwan assegurou que o governo não dará a Israel a oportunidade de romper o cessar-fogo acordado com Gaza em 2012, após a operação militar “Pilar Defensivo”. Mediado pelo Egito, foi mantido até dezembro.

Desde Natal, 30 foguetes foram disparados da faixa para Israel, que respondeu com outras tantas incursões e bombardeios na zona.

Pelo menos oito pessoas ficaram feridas em um ataque lançado há poucos dias pela aviação de combate israelense contra três posições em Gaza, em represália ao disparo de um foguete que caiu em uma área desabitada próxima ao Conselho Regional de Sdot Neguev, no sul do país.

As vítimas palestinas deste ataque estavam na cidade de Rafah, próxima à fronteira com o Egito, onde se encontra uma passagem fronteiriça homônima reaberta hoje pelas autoridades egípcias.

Esta passagem para o Egito se transformou na única saída ao exterior para os habitantes de Gaza, mas devido à “situação de segurança” na Península do Sinai, abre e fecha de maneira intermitente.

A passagem permanecerá aberta até a próxima quinta-feira, tempo que o Hamas considerou “insuficiente” para as cerca de cinco mil pessoas, entre elas estudantes e pessoas que precisam de tratamento médico – que esperam para sair de Gaza.