Governo e oposição se reúnem em nova rodada de conversas

Delegações sírias que representam o governo e a oposição no processo de paz se reuniram pela primeira na mesma sala na segunda rodada de negociações

Genebra – As delegações sírias que representam o governo e a oposição no processo de paz se reuniram pela primeira na mesma sala na segunda rodada de negociações de Genebra, junto ao mediador Lahkdar Brahimi, confirmou a porta-voz da ONU, Corinne Momal-Vanian.

A segunda rodada de conversações de paz começou ontem e as partes chegaram a se sentar juntas, mas se reuniram em separado com Brahimi devido às profundas diferenças entre elas.

A nova fase de conversas começou em um clima de acusações mútuas sobre a responsabilidade da ruptura da trégua temporal em Homs para a entrada de ajuda humanitária.

Fontes diplomáticas apontaram ontem à possibilidade das reuniões separadas com o mediador se prolongarem durante dois ou três dias, até as partes alcançarem um ponto de entendimento suficiente para se sentarem juntas.

A ONU confirmou ontem que na sexta-feira será realizada uma reunião trilateral entre Brahimi e os “número dois” da diplomacia da Rússia e Estados Unidos, promotores do processo de paz para a Síria.

Um porta-voz da oposição disse à Agência Efe que está previsto que o vice-ministro russo das Relações Exteriores, Gennady Gatilov, e a subsecretária de Estado dos EUA para Assuntos Políticos, Wendy Sherman, também se unam às reuniões de Brahimi com as duas delegações sírias.

O governo e a oposição da Síria participaram entre 24 e 31 de janeiro de uma primeira rodada de negociações de paz, que terminaram sem nenhum progresso no terreno nem no plano humanitário.

O compromisso do governo de permitir a entrada de ajuda humanitária e a evacuação de civis em Homs se materializou no fim de semana passado, embora o comboio de ajuda tenha sido atacado, fato que as duas partes em conflito se acusam mutuamente.

O governador de Homs concordou ontem com a ONU a estender por três dias o cessar-fogo na cidade assediada durante quase dois anos, de onde já foram retirados mais de 800 civis desde 7 de fevereiro.