Governo afirma que protestos na Turquia reuniram 2,5 milhões

Os dados, publicados neste domingo pelo jornal 'Milliyet', se referem às pessoas que saíram às ruas para manifestar-se a partir do dia 31 de maio

Istambul – Aproximadamente 2,5 milhões de pessoas participaram das manifestações antigovernamentais na Turquia desde que os protestos começaram há mais de três semanas, segundo dados do Ministério do Interior turco.

Os dados, publicados neste domingo pelo jornal ‘Milliyet’, se referem às pessoas que saíram às ruas para manifestar-se a partir do dia 31 de maio a favor do protesto contra a destruição do parque Gezi, de Istambul, rapidamente transformado em um movimento cidadão antigovernamental.

O jornal afirma que houve atos de protesto em 79 das 81 províncias turcas, mas a maioria se concentrou em Istambul e Ancara, e que agora, apenas em Istambul se manifestam diariamente mais de 50 pessoas como ‘cidadãos de pé’, mantendo-se erguidos e em silêncio.

No total, 4,9 mil pessoas foram detidas como ‘suspeitas’, frequentemente por pouco tempo, e 4,6 mil ficaram feridas, entre eles quatro mil civis e 600 policiais.

As perdas causadas pelos protestos foram estimadas em 140 milhões de liras (R$ 163 milhões), segundo o relatório.

A soma abrange danos em 58 edifícios públicos, 68 câmeras de vigilância e 337 escritórios, a inutilização de 90 ônibus municipais, 214 carros particulares, 240 veículos policiais e 45 ambulâncias, assim como danos a 14 escritórios de partidos políticos.

Vários manifestantes asseguraram que a queima de carros particulares deve ser atribuída a ações policiais ou agentes infiltrados e a Agência Efe pôde comprovar que, durante a construção das barricadas no centro de Istambul, os ativistas respeitavam os carros estacionados.

Uma pesquisa realizada há dez dias pelo centro de pesquisas sociais Andy-ar apontou que 12% dos consultados em toda a Turquia disseram que haviam ‘participado de alguma maneira’ nos protestos, um número superior ao do Ministério, mas que inclui também os que apoiavam ou se sentiam partícipes sem descer às ruas. EFE