G20 se reúne para tratar impacto do coronavírus — mortes chegam a 2.247

Está cada dia mais claro que países com estreita relação comercial com a China, como Singapura e Japão, devem ser as maiores vítimas

Um dos epicentros de propagação do coronavírus pelo mundo, nas últimas semanas, foi o navio de cruzeiro Diamond Princess, estacionado no porto japonês de Yokohama e com mais de 600 doentes a bordo. Passageiros vêm comparando o navio a uma “prisão”. Pois bem, nesta sexta-feira o novo foco de expansão do coronavírus vem de prisões de verdade, na China.

A província de Hubei anunciou que ao menos 271 novos casos foram registrados entre detentos de seu sistema prisional. Em outra frente, a Coreia do Sul virou um novo polo de preocupação depois de anunciar 52 novos casos, totalizando 150 no país. Depois do Japão, impulsionado pelo navio de cruzeiro, a Coreia do Sul é o país com mais casos fora da China. No total, 76.727 pessoas foram contaminadas, com 2.247 mortes — das quais 2.144 estão em Hubei.

A boa notícia é que o número de novos casos segue abaixo do pico histórico do início do mês: foram 889 doentes confirmados nesta sexta. O número, porém, está bem acima dos 394 do dia anterior. Controlada ou não, a epidemia seguirá puxando para baixo a economia global por semanas ou até meses.

O fim de semana será de discussões sobre o impacto econômico da epidemia numa reunião de ministros das finanças do G20, grupo das maiores economias do mundo, na Arábia Saudita. Está cada dia mais claro que países com estreita relação comercial com a China devem ser as maiores vítimas. Singapura e Japão estão à beira da recessão, e a Coreia do Sul anunciou que suas exportações para a China despencaram em fevereiro.

A diretora geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva usou ontem o alfabeto para tratar dos efeitos da crise. Ela disse torcer por uma recuperação em V, mais aguda e rápida, mas disse que poderá ser em U, mais lenta. A expectativa é que a China anuncie no início da próxima semana novas medidas para a impulsionar a economia, depois de ter cortado juros e anunciado quase 100 bilhões de dólares em crédito esta semana.

O ministro do comércio chinês afirmou nesta sexta-feira que a província de Cantão está voltando rapidamente ao trabalho. Foi o suficiente para impulsionar as ações no país: Xangai subiu 0,31%. A bolsa coreana, por sua vez, recuou 1,49% hoje, enquanto Hong Kong recuou 1,09%. A expectativa é pelo impacto das novas notícias no Brasil, onde ontem o Ibovespa recuou 1,66% e o dólar voltou a bater novo recorde nominal, em 4,39 reais.

Além das incertezas do coronavírus, as constantes revisões para baixo da expectativa de crescimento da economia, e resultados ruins de companhias como Ultrapar e Pão de Açúcar, ajudam a compor o mau humor.

G20 se reúne para tratar impacto do coronavírus — mortes chegam a 2.247

Está cada dia mais claro que países com estreita relação comercial com a China, como Singapura e Japão, devem ser as maiores vítimas

Um dos epicentros de propagação do coronavírus pelo mundo, nas últimas semanas, foi o navio de cruzeiro Diamond Princess, estacionado no porto japonês de Yokohama e com mais de 600 doentes a bordo. Passageiros vêm comparando o navio a uma “prisão”. Pois bem, nesta sexta-feira o novo foco de expansão do coronavírus vem de prisões de verdade, na China.

A província de Hubei anunciou que ao menos 271 novos casos foram registrados entre detentos de seu sistema prisional. Em outra frente, a Coreia do Sul virou um novo polo de preocupação depois de anunciar 52 novos casos, totalizando 150 no país. Depois do Japão, impulsionado pelo navio de cruzeiro, a Coreia do Sul é o país com mais casos fora da China. No total, 76.727 pessoas foram contaminadas, com 2.247 mortes — das quais 2.144 estão em Hubei.

A boa notícia é que o número de novos casos segue abaixo do pico histórico do início do mês: foram 889 doentes confirmados nesta sexta. O número, porém, está bem acima dos 394 do dia anterior. Controlada ou não, a epidemia seguirá puxando para baixo a economia global por semanas ou até meses.

O fim de semana será de discussões sobre o impacto econômico da epidemia numa reunião de ministros das finanças do G20, grupo das maiores economias do mundo, na Arábia Saudita. Está cada dia mais claro que países com estreita relação comercial com a China devem ser as maiores vítimas. Singapura e Japão estão à beira da recessão, e a Coreia do Sul anunciou que suas exportações para a China despencaram em fevereiro.

A diretora geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva usou ontem o alfabeto para tratar dos efeitos da crise. Ela disse torcer por uma recuperação em V, mais aguda e rápida, mas disse que poderá ser em U, mais lenta. A expectativa é que a China anuncie no início da próxima semana novas medidas para a impulsionar a economia, depois de ter cortado juros e anunciado quase 100 bilhões de dólares em crédito esta semana.

O ministro do comércio chinês afirmou nesta sexta-feira que a província de Cantão está voltando rapidamente ao trabalho. Foi o suficiente para impulsionar as ações no país: Xangai subiu 0,31%. A bolsa coreana, por sua vez, recuou 1,49% hoje, enquanto Hong Kong recuou 1,09%. A expectativa é pelo impacto das novas notícias no Brasil, onde ontem o Ibovespa recuou 1,66% e o dólar voltou a bater novo recorde nominal, em 4,39 reais.

Além das incertezas do coronavírus, as constantes revisões para baixo da expectativa de crescimento da economia, e resultados ruins de companhias como Ultrapar e Pão de Açúcar, ajudam a compor o mau humor.