França se aproxima do Catar no novo tabuleiro do Oriente Médio

ÀS SETE - Países negociam bilhões de dólares em transporte de guerra, num momento em que a França não é a única a redefinir suas estratégias na região

O presidente francês, Emmanuel Macron, deve fechar um importante acordo militar no Catar, país que está sob bloqueio comercial imposto pela Arábia Saudita e demais países do Golfo, nesta quinta-feira.

Estão sendo negociados bilhões de dólares em transporte de guerra, num momento em que a França não é a única a estar redefinindo suas estratégias no Oriente Médio.

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Legisladores europeus se reuniram esta semana para discutir, às vésperas do fim do ano, como lidar com o acordo nuclear do Irã, que os Estados Unidos se negaram a ratificar.

Os americanos, por sua vez, resolveram reconhecer Jerusalém como a capital de Israel — decisão que foi condenada pela França e que gera um impasse com países árabes.

Para tentar reduzir a pressão, logo após o anúncio, Trump defendeu que a Arábia Saudita suspenda o bloqueio ao Iêmen para permitir a entrada de ajuda humanitária.

O território se tornou um dos maiores campos de embate entre os sauditas e o Irã pela soberania regional.

De um lado, o presidente americano Donald Trump se aproxima da Arábia Saudita (os dois países estão negociando a entrada do gás natural americano no país), enquanto os europeus se alinham com o Irã e seus aliados, como o Catar.

Esta semana, os iranianos, junto à Turquia e ao Paquistão, decidiram ampliar suas relações comerciais bilaterais com o Catar.

Só nos últimos seis meses, o comércio entre Irã e Catar cresceu 117%. Os dois países compartilham o maior campo de gás do mundo.

A aproximação da França mostra as intenções do país de fortalecer o Catar militarmente e diplomaticamente.

Em 2015, os franceses já haviam vendido ao país 24 aeronaves de guerra por 7 bilhões de dólares; agora, mais 12 estão sendo negociadas.

Na França, o Catar também detém cerca de 10 bilhões de dólares em ativos, e mais investimentos devem ser estimulados.

O momento é de redefinição de forças, e Estados Unidos e França estão de lados cada vez mais opostos nesse jogo.

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