França oferece ajuda ao Brasil para retirar brasileiros da Líbia

A ministra das Relações Exteriores francesa, Michèle Alliot-Marie, disse durante visita a Brasília que duas aeronaves francesas têm autorização para pousar em Trípoli

Brasília – A França ofereceu ajuda ao Brasil, nesta terça-feira, para retirar os cidadãos brasileiros que estão retidos na Líbia em decorrência dos protestos violentos no país contra o governo do líder Muammar Gaddafi.

A ministra das Relações Exteriores francesa, Michèle Alliot-Marie, disse durante visita a Brasília que duas aeronaves francesas têm autorização para pousar em Trípoli, capital da Líbia, e que podem também retirar cidadãos brasileiros do país.

“Nós temos duas aeronaves com autorização de pouso em Trípoli”, disse a chanceler francesa em entrevista coletiva no Itamaraty ao lado do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

De acordo com a ministra Alliot-Marie, os governos de Brasil e França estudam formas de cooperação para retirar os cidadãos de ambos os países da Líbia.

Cerca de 120 brasileiros estão na cidade de Benghazi, onde começaram na semana passada os protestos contra o governo de Gaddafi, sem autorização para embarcar num voo fretado pelo Brasil para levá-los até Trípoli.

O ministro Patriota informou que o governo também estuda a possibilidade de fretar um navio que sairia da Itália para buscar os brasileiros diretamente em Benghazi.

Os dois chanceleres reiteraram uma condenação ao uso “inaceitável” da violência por parte das forças de segurança da Líbia contra os manifestantes.

Centenas de pessoas em protesto contra o governo de Gaddafi já morreram na capital Trípoli e em outras cidades em confrontos, de acordo com testemunhas e grupos de direitos humanos.

Testemunhas contaram que tanques, aviões de guerra e homens armados estavam sendo usados pelas forças de segurança para combater os protestos, principalmente na capital Trípoli.

Em um pronunciamento desafiador nesta terça em rede de TV, Gaddafi descartou deixar o poder e disse que vai permanecer no país e “morrer como um mártir”.