Fórum Econômico Oriental coloca força russa à prova

Evento teve início nesta terça-feira e acontecerá até amanhã, na cidade de Vladivostok; Putin será o anfitrião do encontro

O Fórum Econômico Oriental será a cereja do bolo na relação entre a Rússia e os países asiáticos. Nesta quarta-feira, o presidente russo Vladimir Putin vai cravar um ponto no jogo geopolítico, ao se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping, com o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Lee Nak-yeon, com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e com o presidente da Mongólia, President Khaltmaagiin Battulga.

Putin será o anfitrião do evento, que teve início nesta terça-feira, e se encerrará amanhã, na cidade de Vladivostok. O Fórum tem como principal objetivo reforçar os laços comerciais na região, além de iniciar novos acordos de infraestrutura e energia.

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Embora o objetivo pareça ser meramente econômico, a Rússia utiliza o evento para demonstrar sua influência política e militar na região oriental do mundo. Era para ser a consagração de um líder que esteve no centro dos holofotes com a Copa do Mundo. Mas não vai ser bem assim.

Junto com o Fórum, a Rússia deu início à maior série de exercícios militares em seu território desde a Guerra Fria. O treinamento Vostok-2018 – como ficou conhecido – ocorre perto da fronteira com a China, e mobilizou 300.000 soldados do país, além de tripas chinesas.

Putin, que sempre usou a força bélica e a influência geopolítica para se reafirmar, está sendo questionado pela própria população por causa da  reforma da previdência. O projeto, que foi bizarramente aprovado após a goleada russa na estreia da Copa, prevê a elevação da idade mínima de aposentadoria, de 60 para 65 anos para homens, e de 55 para 60 para mulheres. A reação contrária da população foi comprovada neste fim de semana, durante as eleições regionais do país. O governista Partido Rússia Unida sofreu um revés incomum nas eleições, perdendo cerca de um terço das regiões que tradicionalmente apoiam o presidente Vladimir Putin.