Forte explosão deixa vários mortos em mercado na Nigéria

A explosão em Bouchi aconteceu por volta das 17h30 (14h30 de Brasília), enquanto comerciantes se preparavam para o fechamento de seus estabelecimentos

Nairóbi – Uma forte explosão atingiu na tarde desta segunda-feira o mercado central da cidade de Bouchi, no noroeste da Nigéria, causando um número indeterminado de mortos, segundo informou a polícia local.

Esta cidade se encontra a 150 quilômetros de Gombe, onde nesta manhã morreram 20 pessoas na explosão de um carro-bomba em uma estação de ônibus supostamente detonado pelo grupo terrorista Boko Haram.

A explosão em Bouchi, capital do estado homônimo, aconteceu por volta das 17h30 (14h30 de Brasília), enquanto os comerciantes se preparavam para o fechamento de seus estabelecimentos.

O incidente ocorreu em um lugar muito próximo ao posto policial que há no interior do recinto, segundo testemunhas citadas pelos meios de comunicação nigerianos, que asseguraram que há pelo menos 15 mortos.

Este segundo atentado aconteceu cinco horas depois do registrado na estação de ônibus de Gombe, na qual se contabilizaram 50 feridos em estado grave, além dos 20 mortos.

No momento da explosão, que segundo diferentes fontes pode ter sido causada por uma suicida, a estação se encontrava repleta de passageiros que se preparavam para viajar para seus lugares de origem para passar as festas natalinas.

Apesar de ninguém ter reivindicado estes ataques, tudo indica que são obra do grupo islamita nigeriano Boko Haram, que hoje mesmo advertiu que haverá “mais derramamento de sangue”.

Esta seria a segunda vez em menos de dois meses que Gombe sofre um atentado, já que no último dia 31 de outubro outra explosão deixou pelo menos 30 mortos em outra estação de ônibus da cidade.

A menos de dois meses para as eleições presidenciais, marcadas para 14 de fevereiro e que, segundo analistas, registrarão a participação mais elevada dos últimos anos, o Boko Haram intensificou sua campanha de terror contra vários estados do nordeste do país, onde calcula-se que controla 20% do território.

O grupo radical, que mantém sequestradas mais de 200 meninas desde o último mês de abril, assassinou 12.000 pessoas nos últimos cinco anos, 3.000 delas apenas em 2014, segundo as autoridades nigerianas.