Forças da Síria tentam deter 300 jihadistas que resistem no leste do país

Extremistas rejeitam se render diante das FSD, que contam com o apoio da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos

Beirute – As Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada liderada por curdos, estão tentando deter mais de 300 jihadistas estrangeiros que resistem no último reduto no leste da Síria, informou neste domingo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Segundo a fonte, os extremistas rejeitam se render diante das FSD, que contam com o apoio da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, durante a fase final da ofensiva para expulsar o grupo.

Além disso, indicou que não ocorre esta rendição apesar de a organização radical ter devolvido às FSD dez homens que estavam presos.

A libertação destes prisioneiros das FSD era uma das condições que estava sobre a mesa em negociações que prosseguem entre o EI e as milícias curdas e árabes, segundo disse ontem à Agência Efe uma fonte do comitê negociador, que pediu anonimato, desde Deir ez Zor.

Em troca da libertação desses presos, as FSD enviariam provisões para os remanescentes do EI, segundo a fonte.

No entanto, o EI estabeleceu três condições em troca de entregar a cidade de Al Baguz, o último reduto que controlam no leste de Deir ez Zor.

Os jihadistas pediram ser levados à província de Idlib, controlada em quase totalmente por grupos armados opositores ao Governo sírio, incluída a ex-filial síria da Al Qaeda, ou proporcionar uma saída segura para o Iraque ou para as zonas desérticas de Abu Kamal, na fronteira sírio-iraquiana.

A fonte garantiu que as FSD e a coalizão rejeitaram estas propostas e estão pressionando para que os radicais se entreguem antes que essas forças irrompam no seu último enclave.

Atualmente, os jihadistas estão cercados em uma área de cerca de 700 metros quadrados em Al Baguz, como disse à Agência Efe o porta-voz das FSD, Mustafa Bali.

As FSD e as tropas do Governo sírio e aliados fizeram ofensivas ao longo destes últimos anos para expulsar o EI do território da Síria, depois que a organização chegou a controlar uma grande parte do país mediterrâneo.