Florestas na China são aliadas no combate às emissões de CO2

Estudo avaliou potencial de recursos ambientais do país para sequestrar carbono

São Paulo – A China passou por um crescimento econômico explosivo nas últimas décadas, o que conferiu benefícios ao país, mas também gerou problemas como a poluição do ar e um aumento substancial das emissões de gases efeito estufa na atmosfera.

Atento ao problema, o governo chinês recorreu à Academia Chinesa de Ciências (CAS) para buscar algumas soluções na própria natureza. Uma das respostas do CAS foi um esforço de pesquisa de cinco anos com o objetivo de compreender melhor quanto do carbono emitido pelo país é absorvido pelos recursos ambientais do país.

A empreitada exigiu que 350 pesquisadores coletassem amostras de solo e vegetação de diversos habitats do país, de pastagens e florestas à arbustos e terras agrícolas, entre 2011 e 2015. 

Depois de combinar e analisar todos os dados, os pesquisadores descobriram que todos os recursos ambientais combinados da China sequestraram aproximadamente 201,1 milhões de toneladas de carbono por ano durante o período de tempo estudado.

E isso, segundo eles, equivale a 14,1 por cento da quantidade total de carbono emitida pelo país durante o mesmo período de tempo, conforme a pesquisa publicada no periódico científico Proceedings of National Academy of Sciences.

O estudo também revelou que as florestas são o principal sumidouro de carbono do país, representando aproximadamente 80% dos recursos ambientais que removem carbono da atmosfera, seguidas das plantações (12%) e arbustos (8%).

Segundo os pesquisadores, programas implementados pelo governo chinês nas últimas décadas, como a restauração de florestas e realocação de plantações, têm ajudado a mitigar os problemas de emissão de carbono no país.

Em esforço mais recente de intervenção ambiental, a China anunciou no começo do ano planos para um projeto de reflorestamento de 6,6 milhões de hectares no país, área equivalente ao território da Irlanda.

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